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Frans Post – Forte dos Reis Magos (1638)                       Museu do Louvre


O clima não está mesmo para comemorações.

Ninguém lembrou de um marco e da sua importância no enfrentamento da pandemia, neste esplendente rio grande, terra indomada e gentil que na fúria da guerra, já domou até o astuto holandês.

Outros insolentes também já foram banidos deste pedaço com sol deslumbrante, uma orquestra de luz sobre o mar.

Foi por ti que o Brasil acordou e desta conquista formou-se a vanguarda.

O esforço, mistério inda guarda mas ninguém pode negar.

Somos um território livre de fakenews

Não fosse o tirocínio dos nossos governantes e a eterna vigilância dos ilustres parlamentares, estaríamos enfrentando as sucessivas ondas de contaminação, num mar de mentiras e falsidades.

Há um ano, o governo do estado baixou, não se sabe de onde, nem em qual terreiro, um decreto proibindo a divulgação de notícias falsas sobre a pandemia,  com multa de 25 mil reais para quem fosse apanhado na rede de arrastão das mídias sociais.

A câmara municipal da capital foi mais longe na legislação e transformou o espírito pouco democrático do ato discricionário da mandatária de origem popular, em lei, aprovada à unanimidade dos edis.

E mais na medida  do bolso do contribuinte enganador, em módica taxação de um mil contos de réis.

Quando a soma das perdas fatais ainda se aproximava da segunda dezena, circularam previsões catastróficas vindas do império londrino, com reforço de egressos das mais famosas universidades americanas.

Um pequeno exército de harvard boys projetou  para um mês, terrível placar fatídico que passado um ano, um quinto não atingiu.

Identificados facilmente em lives e coletivas, dos autores da mais inverídica de todas as notícias, não se sabe quantos receberam punição e se o montante arrecadado pelos fiscais da mentira foi empregado, como reza o dispositivo legal, em campanhas de combate às fakenews papa-jerimuns.

A persistente dúvida se remédios para  lombrigas e piolhos podem ser reposicionados e ao arrepio das bulas, empregados na abordagem dos primeiros sintomas, tem salvo o burgomestre de  contrair a Síndrome de Guillotin.

Com o fechamento do ciclo, neste primeiro ano de vigência legal, as autoridades sanitárias estão devendo outros esclarecimentos à população.

Se eram realmente falsas as informações que os decretos governamentais haviam proibido as visitas ao  Castelo de Keulen e suspensas as atividades do teatro e da biblioteca de Nova Amsterdã.

Se são verazes as teleprescrições e vis os honorários cobrados em likes, por deputado, no YouTube.

Circulam notícias, não confirmadas e de fontes ocultas, que os métodos empregados na contagem das motos, nos sabatinos passeios presidenciais, foram similares aos utilizados no inventário dos novos leitos clínicos e de UTIs, na guerra da propaganda entre a pandemia estadual, versus a municipal.

Dos arcanos revoltos da história, na Assembleia, a CPI da Ivermectina haverá de tirar todas as dúvidas e declarar, de novo.

Potiguares, é o povo senhor!

Hino Estadual do Rio Grande do Norte – “Hino Potiguar”

F5AD6077-5391-431E-AD42-664632C7C5BEFrans Post – Carro de Bois (1638)                       Museu do Louvre

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