21BB72FB-6D3D-48A7-BCED-77757C832EC7Na prática,  a teoria é outra.

Chegou a hora de fazer o que se passou uma vida toda dizendo saber como.

29 anos depois da redemocratização, o primeiro mandato de origem sindical no estado, ainda não consegue desmentir o que os líderes cansaram de repetir.

Todos governos são iguais.

Passada a euforia pela vitória,  o prazo de 100 dias concedido de trégua aos novos governantes antes das primeiras críticas e cobranças, já  multiplicado por três,  está  chegando ao fim.

Como tudo continua como dantes na escolinha da professora, surge una centelha para manter acesa a chama da luta.

As velhas palavras de ordem não foram esquecidas pelas bases.

Antes que se voltem para a companheirada, a próxima vítima já foi escolhida.

O espelho retrovisor, embaçado, não consegue convencer ninguém que os salários estão rigorosamente em dia.

Com três meses para pagar.

Na mais camarada das análises, só os que conquistaram suas giroflex comemoram.

São os únicos que não podem reclamar. Por motivos mais que óbvios.

E por terem recebido o resto do atrasado do último pagamento da administração que saiu, como adiantamento do que ainda não havia sido trabalhado.

A  passeata não  para.

Com cara de Gerni, não haverá melhor inimiga a combater.

Mãe de todas as mazelas, a reforma da previdência é o saco de pancadas da hora.

Mesmo sem ter terminado o hercúleo trabalho, único de um ano todo, o fórum dos servidores deixou pra lá o inconcluso (se é que se termina o que nem começou) calendário de pagamentos.

Força total, esforço concentrado para melar qualquer mudança nas regras do sistema que começou nos estertores do império. Em 1923, transformada na Lei Eloy Chaves e tendo recebido periódicas renovações.

Não há mais o que esperar.

As necessidades continuam as mesmas da velha caixa de aposentadorias e pensões.

Garantir remuneração e vida dignas para quem merece repouso.

Só mudaram, e como mudaram, os necessitados.

Em gênero. A mulher não mais, só dona de casa.

Em número. Muitos mais, por mais tempo. Pelo aumento da expectativa de vida.

Em grau. Para todos. Civis, militares. Públicos, privados.

Que venha a  nova previdência.

Sustentável.

Saudável.

O Congresso Nacional já declarou: Inês é morta.

Como os sindicalistas querem manter viva nossa Maria Preá?

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