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Poucos minutos depois que a vice-presidente Kamala Harris fez seu discurso histórico e anunciou o novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden,  e o mundo já comentava a cor do seu terninho (impecável) Carolina Herrera.

O que por traz do branco escolhido?

Ela homenageou a cor do movimento sufragista, que há exatos 100 anos, em 1920, rendeu às mulheres (majoritariamente brancas) o direito ao voto.

O branco também foi escolha das sufragistas negras cuja luta não acabou em 1920. Elas continuaram por mais 45 anos até a passagem do Voting Rights Act em 1965, que proibia discriminação racial em eleições.

O branco de Kamala faz referência ainda  a um marco histórico na política americana: em 1968, quando Shirley Chisholm se tornou a primeira mulher negra a ser eleita para o Congresso americano, ela usou branco em seu discurso de vitória.

Mais de 52 anos depois, o branco de Kamala marca outro ponto de virada ao se tornar a primeira mulher a ser vice-presidente e primeira mulher negra e de ascendência asiática a estar no mais alto-escalão do Executivo do país.

À cor da roupa, Kamala também uniu palavras. Falando sobre sua história, ela citou a mãe, que chegou da Índia aos 19 anos. Falou paras as futuras gerações que hoje enxergam a primeira, mas não a última mulher a ocupar esse cargo.

A Kamala que  surge  como ícone de moda é a que transborda  estilo ao falar com o presidente eleito, vestindo uma malha Nike enquanto fazia seus exercícios matinais.

Um ícone dos anos 2020 que mostra que a moda de hoje pede muito mais do que cor, corte e estilo de roupa. Requer inspiração de vida.

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