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Um assunto que marcou a semana foi o dia da visibilidade lésbica com lei sancionada pela Governadora Fátima Bezerra.

Em contra-ataque do deputado Albert Dickson, sugerindo outra data para … “visibilidade heterossexual”.

A polêmica, claro, também tomou conta dos comentaristas deste TL e mereceu um aprofundamento do leitor Ricardo Teixeira que traz alguns aspectos que merecem ser obervados pelos que costuma opinar sem conhecimento da causa:

Uma expressão muito usada ainda de forma equivocada é “opção sexual”. Ninguém opta sexualidade, ela é inerente à condição humana, independente de ser hetero ou homo. Está na hora da virada expressão ser substituída e uma vez por todas por “ORIENTACAO SEXUAL”.

Outra coisa que precisa ser entendida pela sociedade é que em toda a história da humanidade existiu a homossexualidade, e está longe de ser minoria. Concordo que os homossexuais são minoria em relação a representatividade política, mas jamais em relação quantidade indivíduos.

O que há é muitos homossexuais vivendo e forma anônima, enclausurados em um mundo de hipocrisia, temendo sua exposição e condenação pela sociedade machista, onde o padrão heteronormativo se configura como expressão ideal de sexualidade e comportamento, instituído pela religião cristã ao longo de recentes séculos.

Infelizmente, os que se intitulam cristãos usam discursos baseados em interpretações distorcidas da bíblia para amedrontar, alienar e atrair mais adeptos para suas igrejas, tornando mais lucrativo o mercado da venda do nome de Jesus.

Concordo que seria o ideal comemorarmos o dia do ser humano na mais sua sublime e completa idealização de ser racional, mas, infelizmente, a sociedade atual arcaica do Brasil necessita de políticas públicas de combate ao preconceito, tão enraizado no povo, em que sua maioria insiste em manter-se no obscurantismo da ignorância e alienação.

É lamentável que em pleno século XXI, muitas pessoas ainda nem saberem usar um termo de descrição de expressão de uma das sexualidades predominantes da própria raça humana.

DO TL 

Nunca demais lembrar que as datas com destaque  em projetos de lei por parlamentares servem para alertar a sociedade de uma situação adversa de preconceito ou ignorância.

Algo que a já existe de fato e alguns setores preferem desconhecer ou agredir a realidade.

Tratar a ” heterossexualidade” da mesma forma parece um afronta ao bom senso ou até mesmo um deboche com o papel das Casas Legislativas. No caso de Natal, usando conteúdo religioso para alicerçar o escancarado preconceito.

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