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As melhores universidades do mundo, todas no hemisfério norte, reiniciarão as aulas nas datas tradicionais, quando a primavera chegar.

A mais famosa de todas terá todos os cursos de graduação e pós-graduação a distância, completamente on line.

Por todo o ano letivo, independente do rumo e das curvas que a pandemia tomar.

Harvard também anunciou que a ausência de aulas presenciais e a economia que fará nas despesas de manutenção do campus,  não chegarão aos carnês de pagamento.

Não será concedido desconto de um só penny.

25 mil reais. Por mês

Quem não puder pagar, trate de mostrar seu valor e sua genialidade. E de se inscrever nos programas de bolsa de estudos.

Barack Obama fez assim.

Bill Clinton, também. Em Yale.

Alunos veteranos, aqueles que tenham dificuldades em estudar fora do ambiente acadêmico e quem não queira mais morar na casa dos pais, poderão ocupar os alojamentos dos alunos.

Ainda é aguardada comunicação quanto à permissão das tradicionais campus parties.

Que talvez nunca venha. Como eles sabem que decreto que não vai ser cumprido, não deve ser editado, as festas não deixarão  de rolar.

No Brasil,  o ano letivo abruptamente interrompido, não é certo como será retomado.

Ou se considerado perdido, com a progressão burocrática de todos.

Pelo menos, na maior parte das escolas públicas, além das dificuldades físicas estruturais, a falta de acesso às plataformas digitais pelos alunos carentes, não permite outra solução.

Ainda é cedo para uma percepção mais concreta mas a grande revolução na Educação já começou.

Além dos progressos na ciência médica, a bonança  depois da tempestade deverá vir no ensino, o lado B da mais dura lição que a humanidade já recebeu. Uma segunda chance de recuperação.

As respostas chegarão no tempo certo. Saberemos se as técnicas de aprendizagem que vêm sendo empregadas,  com os compreensíveis improvisos, podem virar regra.

O que realmente deve ser ensinado aos jovens, precisa da escola tradicional ou ela nunca mais será a mesma?

A participação das famílias no processo educacional passou à prática por necessidade e absoluta falta de opções. Sobreviverá, se for inevitável e duradouro o novo normal?

Os pequenos que ainda não haviam completado o período de adaptação nas pré-escolas e tiveram de voltar mais cedo para casa,  mostram que há muitas outras formas de aprender e entender o mundo.

Eles têm a real percepção do momento vivido.

Será visto que ao final, o que conta é o afeto que não se encerra no peito infantil.

No raro, mascarado e distanciado encontro familiar, em campo aberto, o jubilado do jardim da infância fez o pedido que reacende a flama da esperança em dias melhores.

Pai, já que o coronavírus está desaumentando, posso dar um abraço bem apertado na Vovó?

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