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A terça-feira vem sendo o dia preferencial das Operações bombásticas – ou nem tanto assim – da Polícia Federal.

Hoje, deveria ser um dia para o ex-presidente Lula ler notícias boas nas páginas do dia. A começar pela pesquisa publicada pela Folha de São Paulo com a, digamos, aprovação de sua liberdade.

A maioria da população considerou justa a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início de novembro, aponta a mais recente pesquisa Datafolha.

De acordo com o levantamento, 54% dos entrevistados entendem que a libertação do petista foi justa, ante 42% que a consideram injusta. Disseram não saber 5% dos entrevistados.

A pesquisa ouviu 2.948 pessoas na quinta (5) e sexta-feira (6) da semana passada em 176 municípios pelo país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Mas a boa nova já foi abafada por uma Operação deflagrada pela PF, envolvendo seu filho, o Lulinha e um suposto esquema com as operadoras de celular. Um fato de … 2004.

De acordo com o MPF-PR (Ministério Público Federal do Paraná), a nova fase tem como objetivo aprofundar investigações sobre repasses financeiros suspeitos realizados por empresas do grupo Oi/Telemar em favor de empresas do Grupo Gamecorp/Gol, controladas por Fabio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente, Fernando Bittar, Kalil Bittar e Jonas Suassuna.

Diz o release do MP paranaense :

Hoje, 12 de dezembro, estão sendo cumpridos pela Polícia Federal 47 mandados de busca e apreensão expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba. As medidas objetivam o aprofundamento das investigações sobre repasses financeiros suspeitos, realizados por empresas do grupo Oi/Telemar em favor de empresas do grupo Gamecorp/Gol, controladas por Fábio Luis Lula da Silva, Fernando Bittar, Kalil Bittar e Jonas Suassuna. As apurações indicam que tais pagamentos, realizados entre 2004 e 2016, e superiores a R$ 132 milhões, foram realizados sem justificativa econômica plausível, ao tempo em que o grupo Oi/Telemar foi beneficiado por diversos atos praticados pelo Governo Federal.

A estruturação do grupo Gamecorp/Gol, integrado pelas empresas G4 Entretenimento e Tecnologia Digital, Gamecorp, Editora Gol, Gol Mídia, Gol Mobile, Goal Discos, Coskin, PJA Empreendimentos e PDI, foi capitaneada por Fábio Luis Lula da Silva, Fernando Bittar, Kalil Bittar e Jonas Suassuna.

As investigações apontam que as empresas do grupo Gamecorp/Gol não possuíam mão de obra e ativos compatíveis com a efetiva prestação dos serviços para os quais foram contratadas pela Oi/Telemar.

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