Senior students wait for class to begin with plastic boards placed on their desks at Jeonmin High School in Daejeon, South Korea, Wednesday, May 20, 2020. South Korean students began returning to schools Wednesday as their country prepares for a new normal amid the coronavirus pandemic. (Kim Jun-beom/Yonhap via AP)

Do Poder 360

Levantamento feito pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) mostra que 90,1% das escolas do ensino básico não voltaram a ter aulas presenciais em 2020 depois do início da pandemia.

O maior percentual é na rede federal (98,4%), seguido pelas escolas municipais (97,5%), estaduais (85,9%) e privadas (70,9%).

Ao todo, 28,1% das escolas públicas planejaram a complementação curricular com a ampliação da jornada escolar em 2021. Na rede privada, a alternativa foi adotada por 19,5% das escolas.

A pesquisa “Resposta educacional à pandemia de COVID-19 no Brasil”, divulgada na 5ª feira (8.jul.2021), foi feita a partir de respostas das escolas a um formulário desenvolvido pelo órgão. De acordo com o MEC (Ministério da Educação), ao qual o Inep é ligado, 94% das creches, pré-escolas e instituições do ensino fundamental e médio responderam ao questionário.

O levantamento revela que 99,3% das escolas brasileiras suspenderam as atividades presenciais com o início da pandemia. Segundo o Inep, a média brasileira foi de 279 dias de suspensão durante o ano letivo de 2020, considerando escolas públicas e privadas.

O número é maior que a média internacional.

Dados da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) destacados na pesquisa mostram que Chile e Argentina, por exemplo, ficaram 199 dias sem atividades presenciais no período de 11 de março de 2020 a 2 de fevereiro de 2021.

No México, foram 180 dias de paralisação. No Canadá, 163. França e Portugal contabilizaram menos de um trimestre sem aulas presenciais, com a suspensão de 43 e 67 dias, respectivamente.

A pesquisa revela que houve diferenças entre as redes pública e privada na capacidade de cumprir o calendário letivo. Entre as escolas públicas, pouco mais de 53% mantiveram o calendário original. Por outro lado, cerca de 70% das privadas seguiram o cronograma previsto.

Quando se trata da realização de aulas síncronas (ao vivo), verifica-se que 72,8% das escolas estaduais e 31,9% das municipais implementaram a estratégia. Em 2.142 cidades (38% do total), nenhuma das escolas municipais adotou a medida.

Pouco mais de 43% das escolas estaduais disponibilizaram equipamentos –como computador, notebooks, tablets e smartphones– aos docentes. No caso das municipais, esse percentual é de 19,7%.

DO TL 

No Rio Grande do Norte, as escolas públicas estaduais  devem retomar às aulas presenciais no dia 26 deste mês de julho.

As do município de Natal ainda não têm data certa e a Secretaria de Educação enfrenta queda de braço com o Sindicatos dos Professores, que insistem em indicativo de greve para não retomar às salas de aula sem a total imunização contra Covid.

Em João Pessoa, por exemplo, o prefeito Cícero Lucena anunciou antecipar a segunda dose da vacina para professores e só assim retomar as aulas presenciais.

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