Os candidatos a prefeito que representam a situação conseguiram formar as coligações de maior densidade partidária para a disputa da eleição municipal deste ano em 15 das 26 capitais do país.

O levantamento do GLOBO, que inclui prefeitos que tentam a reeleição e candidatos apoiados pelo atual mandatário, considerou o número de deputados federais eleitos por cada partido em 2018 para calcular o peso da aliança.

O critério é o principal fator seguido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao distribuir fatias do fundo de financiamento de campanha e o tempo de propaganda em rádio e TV.

Para especialistas e dirigentes partidários, a atenção despertada por gestores locais em meio ao combate à pandemia do coronavírus e ao fim das coligações em chapas de vereadores ampliaram a histórica tendência de maior apoio partidário aos titulares das administrações municipais.

Dos 13 prefeitos que tentam a reeleição neste ano, dez conseguiram agrupar a maior aliança em suas cidades.

Já nas outras 13 capitais onde o prefeito não pode tentar a reeleição, cinco viram o nome apontado como sucessor formar a coligação de maior peso.

Estão nesse caso os três candidatos que montaram as maiores alian- ças no país: Bruno Reis (DEM), em Salvador, José Sarto Nogueira (PDT), em Fortaleza, e João Campos

O cientista político Carlos Melo, professor do Insper, concorda que a crise provocada pelo coronavírus acabou por dar aos atuais prefeitos visibilidade suficiente para elevar os seus cacifes na busca por alianças:

— Nada na política tem mais capacidade de atração de que a expectativa de continuidade no poder.

Melo acredita que a força demonstrada pelos candidatos do DEM em Salvador, do PDT em Fortaleza e do PSB em Recife pode in- dicar que a eleição municipal não será pautada pela polarização.

— Eles não são nem PT nem Bolsonaro. Parece que não ser nenhuma das duas coisas tem uma certa atratividade neste momento.

DO TL 

A situação de Natal não é diferente da maioria das capitais brasileiras e o prefeito Álvaro Dias é o 4º em número de partidos que o apoia à reeleição.

A densidade dos apoios também pode ser explicada pela performance de Dias no combate ao coronavirus na capital potiguar.

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