Milton Ribeiro tomou, ministro da Educação, durante o lançamento do novo crédito habitacional para assentados, no Palácio do Planalto. Sérgio Lima/Poder360 30.09.2020

D0 Poder 360 

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse em entrevista ao programa Novo Sem Censura, da TV Brasil, na 2ª feira (9.ago.2021), que a inclusão de alunos com necessidades especiais “atrapalham” o aprendizado de outras crianças sem a mesma condição.

 

“A questão da criança, da deficiência, que é uma das questões que passa pelo nosso ministério foi tratada. E eu acho também, por razões mais ideológicas do que técnicas, [que] ela foi rejeitada por um grupo que fez um pouco mais de barulho e o assunto foi levado ao STF .

O assunto está lá para análise porque se julgou que a nossa lei era uma lei excludente.  

Uma lei que não olhava com carinho para os deficientes e suas famílias, mas ao contrário”, disse, informando que pessoas de sua equipe tem deficiência.

Continuou, dizendo que:

 “no passado, primeiro, não se falava em atenção ao deficiente. Simples assim.

Eles fiquem aí e nós vamos viver a nossa vida aqui.

Aí depois esse foi um programa que caiu para um outro extremo, o inclusivismo. O que que é o inclusivismo? A criança com deficiência era colocada dentro de uma sala de alunos sem deficiência. Ela não aprendia. Ela atrapalhava, entre aspas, essa palavra falo com muito cuidado, ela atrapalhava o aprendizado dos outros porque a professora não tinha equipe, não tinha conhecimento para dar a ela atenção especial. E assim foi.

Eu ouvi a pretensão dessa secretaria e faço alguma coisa diferente para a escola pública. Eu monto sala com recursos e deixo a opção de matrícula da criança com deficiência à família e aos pais. Tiro do governo e deixo com os pais”….

TL COMENTA 

A fala do Ministro Milton Ribeiro é absurda e certamente o maior ataque que a Educação Inclusiva recebeu nos últimos 30 anos, tempo de conquistas – que se imaginava serem irreversíveis.

O Rio Grande do Norte foi precursor nesta luta ainda nas décadas de 80/90 quando pais conseguiram com interferência do Ministério Público, Judiciário e sensibilidade de algumas escolas a concretizar a  possibilidade e necessidade da educação inclusiva. Ou seja, não mais segregar/separar alunos com deficiência dos dito “normais”.

 

Era, até hoje,  um assunto pacífico e fora de qualquer discussão séria sobre Educação contemporânea . O Brasil sempre esteve no topo com exemplos para exportação com direito a fala na Organização das Nações Unidas.

Agora, um retrocesso só comparável a quem questiona seu próprio sistema eleitoral, sugerindo fraudes sem provas de urnas eletrônicas. A ordem é retroceder. Onde se quer chegar, não se sabe.

Comentários do Site

  1. observanatal
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    Esse ministro era tão melhor MUDO, sem querer aparecer. Esses absurdos são sistemáticos, doentios. Espero que no futuro seja um exemplo de quão nefasto pode ser a idiotização na política.

  2. Maria das Graças Venâncio
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    Não merece nem comentários. Apenas, para os que excluem crianças de salas de aula. Quando o preconceito vem da própria família. Absurda. Aliás, ao que parece o Presidente e filhos nunca leram um livro. É uma chanchada mesmo. Sim. Algumas pessoas melhores caladas.