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Padre João Maria Medeiros brinda os leitores da Tribuna do Norte com mais um belo – e necessário – artigo nesta terça-feira.

Em 1958 Dom Eugênio Sales junto com pastorais da Igreja Católica inovaram com a educação radiofônica reconhecida até em carta pelo mestre Paulo Freire em carta à Universidade de Utrecht na Holanda:

O pioneirismo da alfabetização cidadã está nas escolas radiofônicas do RN. Lá houve criatividade e ousadia.

Justamente o que não se vê por aqui estes dias.

Nem criatividade nem ousadia, mesmo com todo aparato tecnológico posto à disposição do Estado.

Em cinco anos, na década de 50,  a escola radiofônica se expandiu para todo o Brasil, somando 180 mil alunos, utilizando 25 radiotransmissores em doze estados, a maioria do Nordeste.

Sessenta anos depois, com toda a tecnologia disponível,  as TVs Câmara e Assembleia, rádios Câmara e Assembleia. Todos os canais visuais aliados a redes sociais e … nada de novo e criativo aconteceu nessa área.

A pandemia da Covid-19 paralisou a capacidade de inovar e até de repetir o que já deu certo tanto tempo depois.

Comentários do Site

  1. paulo martins
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    Quando deparo com abordagens apologéticas como essa, relativas à “alfabetização cidadã” tida e havida como a maior glória desta taba de Poti, confesso que me sinto tomado por uma tristeza de Jeca. Tenho a sensação de que já fomos o Estado com a maior concentração de analfabetos por metro quadrado do Brasil.

  2. Maria das Graças de Menezes Venânxio
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    Muito bom o resgate desta memória. O papel das escolas de alfabetização de base. Ao que parece o Cardeal Sales teve um papel que foi além das fronteiras do Rio Grande do Norte. Mesmo no período de ditadura militar. Somente discordo da citação de algumas famílias que tinham aí seus representantes, mais comungantes do medo do comunismo e desde sempre nas cúpulas nos grupo mais conservadores do estado e de instituições.

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