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Por Daniel Menezes no Potiguar 

Virou moda sob o bolsonarismo, para reforçar a narrativa, afirmar que bilhões e mais bilhões foram enviados ao RN.

A conta é marota.

Somam todas as transferências obrigatórias, recursos diretos aos cidadãos, tudo mesmo, para chegar a um número aparentemente espetacular. Mas se for assim, todos os governos mandaram bilhões.

O fundo de participação dos estados, por exemplo, é arrecadado pelo governo federal, mas é um recurso constitucional dos estados, como o próprio nome já diz.

Alegar que Bolsonaro mandou esse dinheiro é bizarro e uma maneira de tentar encobrir, isto sim, que o presidente não fez o seu papel de liderar nesta pandemia. Ao contrário, joga contra vacinas, máscaras e outras medidas.

Tenta-se, além disso, erguer a ideia de que quem coloca as contas do estado em dia é Bolsonaro e não o governo do RN.

Por essa lógica, caro leitor, o imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) arrecadado pelo governo, mas que parte deve ser repassado aos municípios, seria uma “dádiva” da governadora Fátima às prefeituras? Não. O desenho tributário brasileiro é simplesmente assim.

TL COMENTA 

A narrativa dolosa é comparável a de quem quer incutir na cabeça de pessoas pouco informadas que vacina feita com insumos da China pode trazer efeitos colaterais graves; “vai que vira jacaré”.

Parece bizarro. E é. O pior é que tem gente que escuta, acredita e repassa. Como se verdade fosse.

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