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A pergunta mais repetida desde que o Presidente Bolsonaro tomou posse, foi respondida há exato, um ano.

Nos noticiários de TV, em edições extras, e nos canais de notícias 24 horas, não acharam outro assunto mais empolgante.

Fabrício Queiroz fazia meses, poucos sabiam onde estava, levando uma vida anônima na tranquila Atibaia, na casa camuflada de escritório de advocacia de quem entrou para não sair mais da mídia.

O defensor de todos os rolos da primeira família, não iria ficar de fora do assunto político mais top de todos.

Causou um certo frisson semana passada,  ao tentar entrar na sala e na CPI da Cloroquina, como Pilatos no credo. E sem máscara.

O registro de sua tentativa de passagem pela arena onde velhos guerreiros abatem feras amestradas, foi filmado ao sair de um  banheiro feminino.

Com livre acesso aos palácios, é figurinha fácil no álbum do gabinete das sombras.

Convenhamos, se existe o ministério paralelo, é o homem certo no lugar certo.

Em 28/06/2020, Frederick Wassef cruzou a fronteira deste Território Livre.

HOMENS DE PERTO

Se Victor Frankenstein e Cesare Lombroso tivessem de criar juntos, uma figura para personificar quem está sempre nas penumbras dos palácios dos governos, teriam dificuldades. Tantas são os modelos que se repetem ao longo dos tempos.

Protagonistas,  personagens secundários, vilões, figurantes. Os estereótipos de sempre.

O cenário não seria problema. Qualquer lugar para onde convergem os poderosos e levam junto, seus interesses, intrigas, paixões, tramas e mistérios.

São Petersburgo/Brasília.

O cargo, o de mando. De quem detém o poder. Herdado, conquistado por guerra ou voto.

Czar/Presidente.

Nome de santo protetor ou craque de futebol.

Nicolau II/Jair Messias.

A força da réstia que vem  da alcova.

Alexandra/Michelle.

A família que acompanha, divide e tumultua o comando.

Romanov/Bolsonaro.

Há 110 anos/Hoje.

Criaturas de mesma fôrma aparecem do nada e de repente, garantem lugar no pequeno círculo das decisões.

Agem da mesma maneira, com jeito peculiar, inesperado.

Aproximam-se dos que chegaram onde eles gostariam de estar mas sabem, nunca conseguiriam.

São alquimistas, mestres na transformação dos seus desejos em ações de quem faz por direito ou autoridade.

Esperaram a hora certa da aproximação.

A planície. A entressafra. O repouso do guerreiro. A perspectiva do poder.

Depois, lembram sempre o que viveram juntos. Dias menos certos. Angústias.

Horas de tensão. Momentos de perigo.

Conquistam a confiança, a  gratidão e a intimidade das famílias.

Aceitam tarefas que outros rejeitam.

Tornam-se imprescindíveis.

Prometem o quase impossível.

A cura dos enfermos. A tranquilidade d’alma.

O livramento da hemofilia. E do processo judicial.

Despertam inveja, atraem adversários, conquistam inimigos.

Formam seus pequenos exércitos de mercenários.

Alguém tem de fazer o jogo sujo. Conhecem quem faça.

Ou eles mesmos, o fazem.

Sabem que as pessoas têm preços. E qual é o preço de cada uma.

Quando necessário, por mágica, ficam invisíveis.

O silêncio fala por eles.

Recorrem ao além. Se preciso for, até ao inominado.

São milagrosos, místicos, gurus, visionários, guias, profetas.

Charlatões.

Nas sombras, não resistem por muito tempo.

As luzes da ribalta não têm brilho.

Os palcos iluminados, os holofotes e a magia dos picadeiros são tentações irresistíveis.

E a perdição, inevitável.

Grigori Rasputin e Frederick Wassef foram feitos do mesmo barro.

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Comentários do Site

  1. Geraldo Batista de Araújo
    Responder

    O texto de hoje dispensa comentários pela distribuição perfeitas das palavras dando perfeito sentido para o entendimento sem dificuldade ao leitor. Como dizem os críticos lusitanos: “Caiu muito bem”.

  2. Oda,o mestre oculto.
    Responder

    As pessoas são escravas do dinheiro,elas não sabem diferenciar o que é o poder e o que é dinheiro em razão disto a maioria delas (lideranças políticas do passado e do presente) se perderam no caminho do destino,cito alguns dos muitos Messias biblicos do passado na europa:o Adolf Hitler na Alemanha,o cavaleiro branco Napoleón Bonaparte na França,Benito Mussoline na Italia e Stalin na grande Russia que não souberam diferenciar o poder e o dinheiro,estes lideres que escolheram se embriagarem e se lambuzarem com o dinheiro,na classe política do Brasil se aproxima dos 100% os que se vendem ao dinheiro,o poder e o dinheiro são coisas totalmente distintas,Infelizmente as pessoas preferem o dinheiro e se vendem para ele,isso é uma lastima.

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