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Da Folha

O primeiro ano do governo Bolsonaro se aproxima do fim mantendo o respeito do empresariado pela equipe econômica. Mas na opinião de João Amoêdo, fundador do partido Novo, preferido do mercado na eleição de 2018, as reformas administrativa e tributária e as privatizações poderiam ter sido aceleradas.

Amoêdo diz que Paulo Guedes derrapou ao falar em AI-5 e recomenda a prática de citar fontes de dados divulgadas em redes sociais para dar noção de estabilidade.

Questionado pela coluna se ele considera adequadas as propostas para tornar mais progressivo o Imposto de Renda, como subir a alíquota máxima de 27,5% para 35%, Amoêdo diz que, antes de elevar a carga tributária, o governo deveria fazer reforma administrativa e simplificação.

“A nossa carga tributária já é muito elevada. Acho que a população espera de fato uma redução dos custos do governo. São 153 dias por ano trabalhando só para pagar imposto”, afirma.

Ele considera o AI-5 de Paulo Guedes um erro.

“Infelizmente, Bolsonaro, particularmente, nunca foi acostumado às instituições. Então, tem um ataque constante a elas”, afirma.

“Não gosto muito do que fazem o governo Bolsonaro e os filhos dele, de testar limites. Fala algo, vê a reação, volta atrás. Se tiver aceitação, avança um pouco mais. Está ficando claro que a estratégia não é o que se espera”.

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