Por ANDRÉA DE PAULA CARIELLO, arquiteta, digital influencer, estudante de Filosofia 

Porque o 2 de novembro é dia de lembrar dos que nos deixaram e sentir aquele pesar, aquela tristeza, aquela saudade…

Mas com a morte recente de Jorge Fernando, na minha memória hoje só veio alegria… Não dá pra ter tristeza lembrando da energia daquele cara…

Quero que quando eu morrer também desperte essa lembrança …

Como bom ariano que ele também era, Jorginho fazia festa com tudo!

Era assim que minha família chamava Jorge Fernando. Muita gente se espantou com as fotos que postei, porque não eram fotos de tiete, eram fotos com cumplicidade…

“Não sabia que vocês eram próximos”… De mim ele nem era tão próximo! Ele era muito amigo do meu tio, Marcos Sá, e atuou inclusive num musical infantil dele na década de 70 no Rio de Janeiro, quando moramos lá… Foi o Tempito , personagem principal do  Seu Sol Dona Lua …

Então era de dentro da casa da minha avó e me viu crescer… E depois, já global, como diretor de novela, tinha como produtora de arte preferida , Isabela Sá, outra tia minha que ficou no Rio quando voltamos a morar em Natal .

Ela arrasou muito no backstage de dezenas de novela dele, uma vida trabalhando juntos… Então esses registros todos eram de reencontros… Só dos mais recentes… Porque desde que voltei pra Natal em 1978 que minhas férias sempre eram no Rio e sempre tinha um pulinho naquele mundo global que me encantava tanto…

Quando me formei,  minha tia conseguiu um estágio na cenografia da Globo, mas aí veio namoro com casamento, formar família e criar meu maior tesouro… O sonho da Globo ficou pra trás…

Acho que no fundo no fundo eu queria ser atriz… Quem sabe Jorginho não podia realizar esse meu desejo, mesmo depois de velha, como fez com a sua mãe , a fazendo brilhar e se realizar?

Cada vez que eu voltava, ia lá e encontrava com ele era um espanto – porque eu voltava sempre “maior” – seguido de uma festa – porque ele era escandaloso demais…

Quanta alegria, quanta energia aquele homem emanava… Genialidade e exagero para fazer rir com arte.

Postei um vídeo no Instagram (@deadica) onde ele falava da morte, e até isso tinha pinta de super produção, de festa…

Porque tudo que ele fazia era assim, sempre com muito movimento, muita zuada… Aí mais uma vez eu lembrei de mim…

Somos Arianos, né?

Desejo que sua chegada lá em cima tenha sido do jeito que ele imaginou, e desejo muita força e resiliência para D Hilda, que sempre o aceitou, o respeitou , o compreendeu… Amor lindo de mãe e filho.

Devia ser proibido mãe passar por essa dor… Acho que deve ser o coração mais dilacerado e triste neste Finados onde Jorginho só me faz lembrar de alegria e energia…

E pensando nela, meu coração de mãe me faz chorar… Então , na verdade , esse finados tá Bipolar…

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