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O Brasil assistiu esta semana o poder de articulação e força do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia em enfrentar o Governo Bolsonaro, emplacando a votação do FUNDEB com ampla maioria. E bote ampla nisso; 499 x 6.

Enfrentando também o numeroso Centrão vitaminado. Além da causa ser boa, a costura de Maia conseguiu alinhar a esquerda e o relatório da professora Dorinha, do DEM. Para isso é necessário talento.

A boa política é atemporal.

Mas trazendo a experiência para o plano local. Há de se fazer um paralelo. O desempenho do presidente da Assembleia Legislativa , Ezequiel Ferreira de Souza .

Elogiado ontem na coletiva da Governadora Fátima Bezerra, Ezequiel tem preferido o papel coadjuvante no maior cabo de guerra do Governo atual.

Educado, jeitoso, paciente, Ferreira de Souza tem presidido as 4 sessões fracassadas para votação da Reforma da Previdência sem subir pressão ou temperatura. Trata do tema com o mesmo envolvimento de aprovação de um título de cidadão potiguar.

Deve lá ter sua estratégia.

Mas presidente do PSDB, Ezequiel ouviu de seus liderados de partido as maiores críticas ao texto da Reforma enviada pela Governadora. Os deputados José Dias, Tomba Farias e Gustavo Carvalho são irredutíveis contra o Governo e contra a Reforma.

O que Ezequiel pensa ou disse sobre a Reforma? Ninguém, sabe, ninguém viu.

Ezequiel segue com  sutileza se dedicando aos detalhes,  considerando uma presença não registrada no  ZOOM ali, e o mesmo aceita acolá. Foi a discussão na onde do dia de ontem; os “fantasmas” da votação remota.

Mas no mérito em si, não entra nem parece querer entrar.

A performance parece agradar a Governadora e seus secretários mais próximos, que registram a correção do presidente.

Já entre os pares o silêncio tem sido mais eloquente.

E isso fora da Casa pode significar muita coisa. Os palanques – virtuais ou invisíveis – de 2020 dirão..

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