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De pronto já ouso responder, tudo. Rigorosamente tudo.

E isso foi o que tão bem percebeu a empresa Honda Potiguar, que há cinco anos faz um encontro “Heróis de Alma” com todos os funcionários.

Ontem recebeu a filósofa Lúcia Helena Galvão para falar sobre o exercício da felicidade para seus colaboradores.

A professora Lúcia, que é um dos fenômenos da escola Nova Acrópole no YouTube, começou pedindo para a plateia imaginar um chaveiro com muitas chaves, sugeriu que ouvíssemos o tilintar delas, imaginando que cada uma pudesse abrir nossas portas das dúvidas, dos questionamentos, incertezas.

– É a isso que se propõe a Filosofia.

Um abrir de portas a partir de experiências de grandes mestres como Sócrates, Platão, Cícero, Buda...

Porque como bem disse a palestrante; até um liquidificador por mais simples que seja é acompanhado por uma manual, em cinco idiomas, no mínimo.

E como nós, seres humanos, chegamos ao mundo sem qualquer prospecto.

Então, por qual razão teimamos em começar tudo do zero, abstraindo o que já feito,vivido, resolvido, enfrentado.

– Saibam vocês que “A República” de Platão escrita há mais de dois mil anos é mais atual do que o jornal de amanhã.

Plateia silenciosa, reflexiva, depois de uma vitória do Flamengo – maior time do Brasil.

Fato, aliás, que a professora gostava de lembrar, trazendo a atenção e o exemplo para o cotidiano de todos ali. Brincava que tinha uma super concorrência e que jamais imaginou ter o Flamengo como adversário.

Ela não falou exatamente como se vende mais e melhor. Não é por aí.

Não se trata de técnicas de auto-ajuda, coach, compliance. Nada contra, diga-se, mas é tratar da natureza humana. O diferencial maior dos demais habitantes da terra.

O fato de não entramos numa “Ameba Way of Life “, isto é, um ser “humano” que vive para comer, se reproduzir e morrer. Nada além.

Será para isto que viemos ao mundo? O que deixaremos de melhor na vida de quem cruzamos? Qual saldo faremos no caixa ao chegar ao destino final?

Ah, sabemos para onde queremos ir? E como ir? Qual a forma da viagem?

Sim, o bem, o justo, o belo existem e esse é o caminho, a chave da reta ação, aquela que existe por ser certa e justa, que desde a origem não espera nada em troca. Não precisa de temor às leis ou as câmeras de vigilância, o ético do pensamento à ação.

Uma receita que não morre e não tampouco é restrita para vender ou comprar motos, carros, bicicletas, livros ou pipoca.

A professora Lúcia Helena Galvão concluiu sua fala citando Cícero, aquele tido como o maior orador e por isso pode falar sobre o tema.

– Bom orador não é aquele que deixa a plateia pensando sobre ele no fim do discurso. Mas aquele que faz cada pessoa que o ouviu, pensando sobre si mesmo.

Parabéns à família do empresário e filósofo Anchieta Araújo (foto) , grupo incontestável na arte de empreender sem esquecer que a roda gira, vai e volta, investimentos idem, mas só os verdadeiro valores são imortais.

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