Do Globo

Cercado de cuidados para evitar expor sua tornozeleira eletrônica, o ex-governador do Rio Luiz Fernando Pezão, solto em dezembro, falou ao GLOBO sobre sua decepção e frustração com o ex-aliado Sérgio Cabral, condenado 13 vezes pelo esquema de cor- rupção desbaratado pela La- va-Jato.

“Ele decidiu se voltar pra mim na 13a condenação. Fiquei indignado”, disse Pezão, em sua casa em Piraí, no Sul Fluminense. O ex-governador não consegue explicar como conviveu por uma década, inclusive como chefe, com Hudson Braga, condenado pelo esquema, sem saber da cor- rupção que cercava Cabral, e conta que alertou o ex-aliado sobre sua ostentação.

Ninguém falou de mim, só o grupo do Sérgio. O Sérgio mesmo, só depois do 14o de- poimento. Antes, ele me cha- mava de homem probo, ho- nesto e correto. Depois da 13a condenação, ele começou a se juntar com o Carlos Mi- randa (operador de Cabral), aquele que o Sérgio chamou de amarra-cachorro dele, que disse que não valia nada.

Qual é o seu sentimento por Cabral?

Tem hora que fico triste, indignado, decepcionado,

mas não guardo ódio, ran- cor e raiva. Sou desprovido disso. Vejo que ele está ten- tando se defender. Só resta a cereja do bolo, que sou eu.

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