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Por Cesar Santos no Jornal de Fato 

A reta final de campanha eleitoral no Rio Grande do Norte está marcada pela enxurrada de pesquisas e, por gravidade, a suspeita de uso de institutos para favorecer candidatos.

Numa consulta rápida à página de registro de pesquisas, é possível contar dezenas delas espalhadas por todos os municípios potiguares, mas, principalmente, nas cidades com maior representatividade.

É o que acontece em Pau dos Ferros, a capital do Alto Oeste potiguar. O caso envolve o Instituto Seta, que recentemente divulgou uma pesquisa e levantou vários questionamentos, inclusive, sendo motivo de discussão no plenário da Assembleia Legislativa.

A metodologia aplicada foi ponto de suspeita, com os deputados estaduais sugerindo uma vigilância maior por parte do Ministério Público Eleitoral (MPE).

Agora, a poucos dias do pleito, o Seta registrou mais uma pesquisa em Pau dos Ferros e, dessa forma, aumentou as desconfianças porque foi o próprio instituto o contratante, ou seja, a empresa vai tirar do bolso as despesas de uma pesquisa, quando, comumente, são veículos de comunicações, entre outras órgãos e entidades, que contratam as pesquisas.

A reportagem do JORNAL DE FATO teve acesso ao registro da pesquisa Seta no site da Justiça Eleitoral. Não consta nome de nenhum órgão de comunicação, o que aumenta a desconfiança daqueles que já haviam apontado para erros em pesquisas na cidade.

Em razão das polêmicas pesquisas, que se verifica em todo o País, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) enviou à Procuradoria-Geral Eleitoral pedido para investigar indícios de irregularidades, diante do grande número de pesquisas eleitorais nas eleições 2020, com o fato inusitado que boa parte das pesquisas são pagas pelos próprios institutos.

O caso de Pau dos Ferros deve provocar o Ministério Público Eleitoral para abrir investigação e, assim, combater abusos e garantir a lisura das pesquisas e das eleições municipais.

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