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A polêmica em torno do uso profilático da Ivermectina no combate ao Coronavirus continua, e não apenas entre adversários políticos. Também na classe médica e científica.

O professor de hematologia e ex-vereador Enildo Alves voltou a falar com este TL e, assim como alertou sobre hidroxicloroquina, faz agora com a droga antiparasitária:

Lembro que o antiparasitário invermectina descoberta em 1975 tem metabolização hepática e absorção intestinal não chegando aos pulmões, principal causa mortis. Como hematologista com mais de quarentena anos exercendo a medicina no RN tenho opinião divergente em relação aos três colegas médicos(em referência ao prefeito Álvaro Dias ao deputado Albert Dickson e ao presidente do Sindicato dos Médicos, Geraldo Ferreira) .

CICLO DA DOENÇA

Quando ministrava aulas do curso de medicina na UFRN e abordava como se comportava o hemograma nas viroses sempre dizia: as viroses são doenças agudas , auto-limitadas que melhoram com ou sem intervenção dos médicos. O COVID-19 é uma doença viral com o curso médio entre 10-15 dias e em pelo menos 90-95% dos casos evoluem favoravelmente, sem qualquer medicamento. Tenho convicção plena de que somente nas formas graves da doença em torno de 5% dos casos e na presença de comorbidades haverá risco de morte.

AVAL APENAS PARA UMA DROGA

Embasado em vários trabalhos científicos afirmo categoricamente, as drogas até então usada no COVID-19 não trazem qualquer benefício aos portadores dessa pandemia que acomete todo o mundo, defendo apenas medicações sintomáticas , complexos vitamínicos e o isolamento social como a melhor forma de enfrentá-la. A única droga reconhecidamente benéfica e que pode ajudar as formas graves da doença é a dexametasona. Estou muito otimista que no futuro bem próximo teremos enfim uma vacina eficaz levando ao controle definitivo da doença.

DO TL 

Dr. Enildo já foi notícia neste espaço condenando a “propaganda criminosa” dos efeitos da cloroquina.

Importante lembrar que os efeitos colaterais são diferentes na gravidade. Pacientes com propensão a problemas cardíacos podem chegar a morte ocasionada pela cloroquina, enquanto a Ivermectina não tem danos de maiores à saúde dos pacientes.

Comentários do Site

  1. observanatal
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    Essa parcimônia com a Ivermectina é até engraçada.
    Não acho que o remédio precise “chegar aos pulmões” para fazer diferença, mas precisa ajudar a aumentar a imunidade, diminuir carga viral. Não tenho CRM, mas como todo brasileiro hoje, tenho PhD em pitaco nas áreas de medicina, em economia, em direito, em física nuclear e o que aparecer.

  2. MURILO
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    Excelente comentário. Suas especializações o habilitam a opinar sobre o assunto toda a certeza. Fazendo analogio com o direito de legítima defesa, acho que cada um deve usar dos recursos que lhe aprouver, desde que assegurada a não existencia de contr-indicações danosas ao paciente. Lutar pela vida com ação. A omissão custa caro.

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