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Para muitos, o azinhavre dos cobres amealhados é o que faz a perserverança numa atividade ou profissão.

A cenoura que motiva o coelho na corrida,  pode ser bem mais simples.

Apenas, a satisfação pessoal.

Para os que escrevem e publicam, há sempre algumas dúvidas.

Quem são os leitores. E se gostam do que leem.

Quando temos amigos que comentam, só não são  melhores  dos que podem ser representados pelo desenho do bonequinho até mesmo quando deixam  a poltrona e o cinema, na crítica aos filmes insuportáveis.

Incentivadores, massageadores do ego e arrasadores cáusticos, são inevitáveis e sempre muito bem-vindos.

Dos primeiros a comentar as mal traçadas  e temporãs linhas, o Profº Geraldo Batista tem estado ausente com seus complementos e incentivos.

Pioneiro da imprensa universitária, autor de mais de dez livros, ajudou muitos a se tornarem  escritores. Foi também cronista do cotidiano.

No Correio do Povo, durante anos, manteve diariamente, uma coluna de comentários, seguidos de notícias curtas.

Diz ser o precursor das balzaquianas Roda Viva e Cena Urbana.

Escritor imortal (ainda sem fardão) e missivista, está em fase de leitura penosa, com dificuldade.  E em tempo de pouca escrita.

Tratando afecção ocular, vale-se de lentes de aumento e lupas para manter-se bem informado, como sempre foi e gosta de ser.

Só não descuida é da vigilância aos que atentam contra o vernáculo, descontadas as concessões ao linguajar coloquial de quem participa de grupos entre amigos. Sem deixar de abominar os que exageram nos áudios.

Ao incentivar quem teve filhos e plantou árvores, a publicar livros, confessa ter encerrado a carreira editorial.

Por ter superdimensionado o número de leitores potenciais e o baixo comparecimento dos convidados especiais para a última  noite de autógrafos. a segunda parte das reminiscências da rica infância pobre, encalhou.

Contador de estórias de Acari, tem uma coleção de casos de quando manteve uma empresa para elaboração de concursos públicos.

Quando Collor resolveu transformar carroças em carros decentes, as barreiras alfandegárias foram abaixadas para que  automóveis estrangeiros pudessem disputar o mercado e serem comparados com os que pouco haviam mudado desde o tempo de JK.

Os primeiros a chegar, foram os russos. E seus desengonçados Ladas que nem de longe serviram de modelo para a inovadora ideia presidencial.

Logo depois, vieram os coreanos.

Besta que nunca foi, o professor-empresário trocou seu sedan por um utilitário que podia transportar as provas e toda a equipe, de uma só vez, pelas brenhas onde o acesso ao emprego não dependia mais de QI da parentada dos prefeitos mas de processo seletivo.

O único inconveniente era ser confundido com motorista de marinete, como tantos que faziam transporte coletivo ainda desorganizado e aleatório.

Gesticulava-se pedindo parada e se perguntava para onde ia o sem destino. Se servisse o caminho traçado ou se o intinerário pudesse ser alterado, negociava-se o preço da viagem.

De tanto negar e ter de explicar que a van era de uso particular, resolveu o problema com um cartaz feito na impressora matricial:

Não sou alternativo!

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Comentários do Site

  1. Geraldo Batista de Araújo
    Responder

    Gostei por demais. Só li verdades verdadeiras. Só esqueceu de falar no meu lado consumidor exigente. Sei quase de cor quase tudo sobre p Código do Consumidor que protege o freguês e o vendedor igualmente. Ando com a cópia da lei que proíbe a venda de carne moída expostas em embalagens. Já foi chamado ao TJ do Estado para resolver um caso sobre a guarda do filho de um casal recém separado.

  2. Geraldo Batista de Araújo
    Responder

    Assisti agora uma entrevista com José Bezerra Marinho. Ele chutou na traseira da Gramática, repetindo varis vezes: “A Secretaria ela tomou providências… Ela é pronome pessoal, portanto só pode ser empregado com pessoas. Esse “Ela” é intrusa e mal usada, pois secretaria não é pessoa.

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