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Do Estadão 

Apesar de o sentimento majoritário entre os tucanos ser de oposição formal e imediata a Jair Bolsonaro, esse movimento só deverá ser oficializado pelo PSDB ao término deste período crítico da crise da covid-19.

Conforme a Executiva, por enquanto, prevalece a tese de demonstrar total “independência” e distância crítica em relação ao presidente.

Porém, as alas descontentes do partido (e quem conhece bem os tucanos) enxergam erro estratégico: o PSDB perdeu o timing do rompimento e, agora, corre o risco de soar “covarde”, ficando perto ou correndo para longe de Bolsonaro.

A tese de uma nota mais branda levou em consideração o risco de o PSDB, que tem Rogério Marinho no governo Bolsonaro, parecer “oportunista” por declarar oposição neste momento de grave crise.

 Foi o preço a ser pago por ter demorado a tomar uma decisão que já havia se tornado óbvia no fim do ano passado, argumentam os que defendem a oposição total a Bolsonaro.

Na reunião da Executiva, Tasso Jereissati e Aloysio Nunes Ferreira defenderam posição pelo rompimento total com o governo.

 No final das contas, a nota, assinada por Bruno Araújo, finalmente manifestou apoio a prefeitos e governadores do PSDB, que há dez dias apanham dia sim, outro também, do presidente.

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