Ela ainda nem aceitou o desafio de comandar a Cultura do Governo Bolsonaro, mas já está na lupa da midia. Sem clemência.

Na Veja desta semana a namoradinha do Brasil tem que explicar detalhes de uma vida, que parecia restrita à burocracia de quem vive de projetos de arte e recursos públicos – muitas vezes.

Um dos pontos de tensão entre artistas e o governo de Jair Bolsonaro decorre das reformulações na Lei Rouanet. 

No périplo que fez por Brasília ao longo desta semana, Regina Duarte mostrou especial interesse em financiamento à cultura.

Uma empresa dela, chamada A Vida É Sonho Produções Artísticas, conseguiu três financiamentos com base na Lei Rouanet, que somaram 1,4 milhão de reais. Trata-se de um capítulo que pode causar embaraços à atriz.

Em março de 2018, a área técnica do Ministério da Cultura reprovou a prestação de contas de um dos projetos, Coração Bazar, peça para a qual Regina Duarte captou 321 000 reais com base na legislação.

Pela decisão, cujos fundamentos são mantidos em sigilo, a atriz terá de restituir 319 600 reais ao Fundo Nacional da Cultura. A conta só não foi cobrada ainda porque houve apresentação de um recurso.

Dos outros dois projetos de sua empresa custeados por meio da Lei Rouanet, um teve contas aprovadas e o outro ainda não foi analisado. Procurada, a atriz disse que fará “o que a Justiça determinar”.

Seu filho André Duarte, sócio-administrador de A Vida É Sonho, informou que a prestação de contas foi reprovada porque houve um descuido: a falta de comprovantes de que o monólogo, em cartaz de 2004 a 2005, foi exibido sem a cobrança de ingressos, contrapartida do contrato.

DO TL

Na vida privada é comum, natural até, filho e pais trabalhando juntos. Já o peso na esfera pública é outro. A cobrança também. E já começou também, com o pagamento dos custos da viagem da estrela com o filho a Brasília para almoçar com o Presidente.

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