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A pandemia não tem ensinado à comunidade médica somente duras lições,  táticas de  prevenção e cuidados.

Quando as curvas de contaminação atingem os picos, os hospitais que antes eram lugares não recomendados para casos menos graves, recebem de uma vez, um número de doentes muito além das suas capacidades.

E a Bioética é provocada .

Impossível atender a todos e mais que impossível, dispor de um respirador ou ventilador para cada necessitado. Que serão muitos.

Nos Estados Unidos onde estima-se haver 100.000 destes equipamentos, a discussão é crescente.

Em quem usar?

Ordem de chegada.

Gravidade.

Expectativa de vida.

Chances de sobrevivência.

Quem decide não é mais o médico.

Nem o juiz.

A decisão crucial agora é da matemática e dos seus nomogramas.

Em São Paulo as UTIs continuam lotadas como sempre estiveram.

Desta vez com pacientes que permanecerão por até três ou quatro vezes mais tempo que aqueles em recuperação de grandes cirurgias ou acidentes vasculares.

Natal vive um momento ímpar. De solidariedade. Diferente  das festas filantrópicas e destinação de presentes de aniversário para instituições de caridade e hospitais periclitantes.

A compra de equipamentos médicos e o conserto de tantos outros, bancados por empresários e doadores é um alento.

E quase só isso.

Alivia.

Conforta.

Ajuda a comunidade a não responder perguntas inevitáveis.

Por que não se cuidou antes?

Por que fecharam leitos, incluídos os para pacientes críticos?

Não foi somente  por falta de equipamentos para  assistência respiratória.

Faltou. Tem faltado há muito tempo. Falta hoje. Faltará.
Manutenção, medicamentos e gente.

Poucos recursos e muita burocracia, os males da medicina brasileira são.

Crítico mordaz das relações de trabalho médico, o anestesista goiano, Solon Maia, graduado pela UFRN na turma de 2007, desenhista, cartunista, youtuber, resumiu em dois posts o maior problema que o médico brasileiro já enfrentou.

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O que se tem em Goiânia e Anápolis não é mais nem  menos do que se tem em Natal e Mossoró.

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No último concurso para intensivistas da secretaria estadual, há dez anos, nenhum especialista se inscreveu. A exigência do título teve de ser suprimida em novo edital.

O Covid-19 não para de mandar mensagens.

Só não entende, quem não quer.

Matem a charada.

Estádios de futebol transformados, às pressas, em hospitais.

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