Reta final da CPI do Senado confirma desgate de Bolsonaro

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Do Estadão 

Apesar de até agora não ter apresentado novidade capaz de fazer crepitar o País, a CPI da Covid chega ao desfecho em consonância com o papel assumido no início dos trabalhos: carimbar Jair Bolsonaro como um gestor, cruel, ineficaz e omisso, o que dificulta ainda mais a situação eleitoral dele.

Faltando um ano para a eleição e com base nos dados disponíveis, Bolsonaro terminará de atravessar o calvário imposto pela CPI sob dúvidas jamais imaginadas em abril, quando os trabalhos da comissão tiveram início:

a) ele disputará a eleição?; b) se disputar, estará no segundo turno?

Em 13 de abril último, quando foi criada a CPI, Jair Bolsonaro era mal avaliado por uma fatia dos brasileiros em torno de 40%. Agora, seis meses depois, mais da metade dos entrevistados considera ruim ou péssima a gestão do presidente.

 1) a avaliação do governo e similares está abaixo dos índices que dão alguma chance a ele; 2) a inflação e o desemprego fomentam o “bad feeling factor”; 3) o desempenho do presidente na crise aguda e recente (no caso, a pandemia) foi pífio.

A literatura da política e do marketing eleitoral ainda não conhecem um presidente que tenha sido reeleito com essa conjunção de fatores.

DO TL 

Fazendo uma comparação com a CPI da Assembleia Legislativa do RN, único estado que aprovou tal iniciativa, ainda não se encontra viés semelhante.

Pelo contrário.

Nas últimas pesquisas de opinião divulgadas, a Governadora Fátima Bezerra vem apresentando viés de alta em sua aprovação e preferência do eleitorado, confirmando chances reais de sua reeleição em 2022.

Por aqui, são dois meses de CPI e poucos momentos mereceram atenção e repercussão política das sessões de depoimentos.

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