bebiano

O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno foi o entrevistado da Roda Vina na noite de segunda-feira. Substituiu o convidado já divulgado, prefeito Crivella do Rio de Janeiro.

Sobre o presidente Jair Bolsonaro alguma mágoas reveladas. A principal dela a de não ter ouvido sua versão na hora da fritura, que resultou na sua saída.

Já em relação aos filhos, o quadro pintado parece mais grave do que o Brasil já sentiu.

O vereador Carlos Bolsonaro seria comparável ao “mimado” Commodus, filho do Imperador Marco Aurélio e Faustina, tido em vários relatos da História como louco e responsável por diversas trapalhadas no Império.

Bebiano contou um detalhe, envolvendo o vereador que envolve a facada ao então candidato Bolsonaro.

Ele atribui ao vereador  parte dos problemas que permitiram que seu pai fosse esfaqueado durante um comício em Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018.

“A única viagem que o Carlos fez conosco foi essa de Juiz de Fora e ainda deu azar.  [Ele] Atrapalhou o esquema de segurança, o que resultou no não uso do colete [à prova de balas] e naquela tragédia da facada”.

Na época, segundo o ex-ministro, estava definido que ele, um sargento do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) e o “capitão Cordeiro”, das Forças Especiais do Exército, iriam com Bolsonaro ao comício em Juiz de Fora. Mas Carlos “cismou” de acompanhar o pai, mesmo que isso não fosse recomendado.

“Ele foi dentro do carro com um drone. Parecia uma criança”, lembra Bebianno. “Nem eu, nem o capitão Cordeiro e nem o Max, do BOPE, pudemos ir no carro. O resultado? Ele [Jair Bolsonaro] desembarcou sem o colete. O colete não teria evitado 100% o ferimento, mas teria limitado a penetração da faca”.

As críticas ao vereador Carlos Bolsonaro não se limitaram ao episódio da facada.

Segundo Bebianno, o segundo filho mais velho de Bolsonaro é instável, demonstra “um nível de agressividade despropositada” e “deveria procurar um tratamento”.

“A pressão que Carlos faz é tão grande que ele [Bolsonaro] não consegue se contrapor ao filho. Como aquela criança que quer um presente no shopping, não ganha e sai rolando pelo chão, esperneando, enquanto o pai não tem pulso suficiente para dar um basta”.

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