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Do Valor 

Principal desafio do atual governo, o desemprego deve recuar em ritmo lento para taxa de um dígito no fim do mandato do presidente Jair Bolsonaro, disse em entrevista ao Valor o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Mas continuará num patamar alto, na casa de 9,5%.

O emprego vai reagir por causa da melhora conjuntural da economia. Mas o mercado de trabalho tem problemas estruturais a enfrentar, alerta: o impacto das novas tecnologias, a informalidade elevada e a falta de oportunidade para os jovens.

Hoje a sociedade paga uma carga tributária muito maior do que pode suportar. Temos um Estado hiperatrofiado”

Marinho reconheceu que “não pegou bem” a ideia de taxar em 7,5% os pagamentos do seguro-desemprego para financiar a desoneração de folha do primeiro emprego, batizado de Contrato Verde Amarelo. Agora, diz ele, cabe ao Congresso encontrar uma alternativa de financiamento.

A ideia do governo para a desonerar a folha era o tributo sobre transações financeiras, mais amplo que a CPMF.

Detonada ao custo da cabeça do ex-secretário da Receita Marcos Cintra, a proposta está de novo sobre a mesa, conforme informou o presidente Jair Bolsonaro no último dia 16. A questão, diz o secretário, é saber se a ideia está madura a ponto de ser aceita pela sociedade.

A maturidade do debate permitiu que o Congresso aprovasse, em dez meses do início do governo Bolsonaro, a reforma da Previdência.

É o principal legado de sua área neste ano, afirmou o secretário, chamado de “senhor Reformas” pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

A melhora no ambiente macroeconômico reduziu juros, déficit público e a taxa de risco-Brasil, lançando uma perspectiva mais positiva para 2020.

Comentários do Site

  1. observanatal
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    Tem índice alto de informalidade, ajuste, proponha para que fiquem na normalidade pagando os impostos de forma justa, assim como as grandes empresas deveriam pagar (lembrando que muitas dessas grandes sonegam impostos) o justo.
    Rogério nunca se sentiu tão bem em um cargo. Pode fazer maldades, e depois deixa para que os parlamentares resolvam o pepino. Nunca vi gente tão liberal que não encontre na criatividade uma forma de arrecadar mais e gerar empregos. O liberalismo desse pessoal é conservador demais, tanto que dói primeiro no lombo do trabalhador. Protegem em demasiado as grandes empresas.

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