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A avaliação dos primeiros seis meses do governo Bolsonaro não pode ser considerada uma surpresa.

O registro republicado um ano depois, mostra que os sintomas inicialmente detectados eram de doença de prognóstico reservado.

Dessas que evoluem mal, sem cura e tudo o que se pode fazer é paliativo. E esperar.

A dúvida agora é se o sobrevida estimada em 2,5 anos, ainda pode ser considerada.

Por onde passa, a pandemia tem arrasado também a vida política de muita gente.

Não acredita?

Bata um fio para o Trump.

Talquei?

            (Publicação original em 10/06/2019)

O PRESIDENTE. SEGUNDA IMPRESSÃO

De uma coisa ele não pode ser acusado. Da falta de  auto-critica. E de sinceridade.

Agora mesmo em visita aos hermanos del sur, repetiu o que havia afirmado na curta campanha eleitoral. Economia não é o seu forte.

Também não parece ser seu único ponto fraco.

Mais uma vez teve de ser socorrido pelo Ipiranga Guedes. Não alcançou que o peso-real é coisa para vinte anos  quando o mundo deverá concentrar apenas cinco moedas. Isso se não surgir uma só, a super-bitcoin.

Os outros  trinta anos de deputância, no baixíssimo clero,  quase nada acrescentaram à bagagem (de mão) que levou para o executivo.

Como a turma do fundão que não aprende, demonstra noção apenas rudimentar das atribuições reservadas ao dirigente máximo.

São tantas caneladas.

Das normas do trânsito às planilhas de preços dos combustíveis. Passando pelas reservas ambientais e composição religiosa do STF.

Seu entorno mais íntimo ajuda pouco. Quando não atrapalha. Muito.

O garoto-caçula escreve por linhas tortas tudo e mais alguma coisa do que acha que possa passar pela cabeça do papi. Que assina embaixo.

Apesar das repetidas analogias matrimoniais, não parece escutar a primeira-dama. Nem quando ela fala na linguagem de libras.

Sua inconsistente base parlamentar é bem representada pelo deputado Hélio (ex-Negão) Lopes. Muita  pose de papagaio do pirata. E só.

Quem disse não ter nascido pra ser Presidente mas embarcou na canoa e chegou ao destino, precisa, com urgência, de um curso intensivo de Liturgia do Cargo com o Prof. José de Ribamar.

Primeiro passo para não ficar (mesmo depois de Dilma das Nuvens) conhecido pelo epíteto, o precário.

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