Abaixo transcrevo crônica do Colunista do UOL Tales Faria sobre a passagem da atriz Regina Duarte como Secretária de Cultura.

Transcrevo porque adorei e porque reflete minha opinião sobre esse vexame nacional, protagonizado, até então, pela grande atriz “Namoradinha do Brasil”, nossa Viúva Porcina, Rainha da Sucata, etc, etc… agora, virou “ex”, perdeu tudo isso pra ficar lembrada por uma trajetória pífia e um episódio lamentável.

A seguir…

De todos os integrantes do governo defenestrados pelo presidente Jair Bolsonaro, o caso mais comovente foi o da Namoradinha do Brasil.

A ex-secretária de Cultura Regina Duarte assumiu o posto com o tamanho de uma ministra. Entrou mandando brasa, afastando os bolsonaristas de raiz ligados ao poderoso Olavo de Carvalho e indicando quem queria.

É verdade que não tinha muita gente, entre os artistas, querendo se misturar com o governo. Até a turma mais amiga, que mandou mensagens de boa sorte, voltou atrás quando ela divulgou seus nomes.

É verdade que o mais próximos deles, o ator Carlos Vereza, logo tirou o time de campo. Mas Regina continuou sem entender o porquê. 

O fato é que a pobre Regina Duarte não se deu conta de onde estava entrando. Regina não se deu conta. Pior, fez de tudo para ficar. Apenas choramingou com uma assessora: “Acho que o presidente quer me demitir.”

E ainda foi à TV cantar aquela musiquinha da ditadura militar, “de repente é aquela corrente pra frente”… E brigou no ar com jornalistas e com sua ex-colega Maitê Proença.

Depois, diante da insistência de Bolsonaro em mandá-la embora, negociou um carguinho com a deputada Carla Zambelli (PSL-SP). E pousou com o presidente num videozinho constrangedor de despedida no Palácio da Alvorada.

O resultado dessa história toda é que a pobre Regina se tornou, entre aqueles que deixaram o governo, a que saiu menor, muito menor do que quando entrou.

É de doer o coração.

Tales Faria

Regina Duarte como Secretária de Cultura do Governo Bolsonaro: o pior papel da sua vida

Regina Duarte como Secretária de Cultura do Governo Bolsonaro: o pior papel da sua vida

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  1. observanatal
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    Regina Duarte se travestiu de mais uma Helena, de Manoel Carlos, mas a brincadeira com política não tem roteiro, como nas novelas, além disso, o final geralmente não é bom, diferente do carinho, da redenção, depois de todo sofrimento.
    Regina nem entrou tão grande assim, e saiu menor ainda. Pela postura, pelo piti, pelo silêncio sobre os artistas mortos, para não ser obituário. Se mostrou fraca de argumentos, fraca como gestora, fraca como produto. Deu até sorte, melhor ter saído agora, com a sensação do fracasso com a cultura desse país, do que a certeza absoluta de que não somou nada em mais tempo.

    • Bebeto Torres
      Responder

      Compartilho com a mesma opinião e visão sobre essa passagem da atriz.
      Uma pessoa que admirava pelo trabalho e trajetória, e hoje, não mais.
      Lamentável sua postura (parece que não gira bem), seu piti e todo o desfecho da história.
      Bebeto

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