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Castelo Keulen no Rio Grande – Franz Post (1638)           Museu do Louvre


A  ameaça de
Stanislaw Ponte Preta ainda voga.

Firme e inabalável.

Nem a moralidade foi restaurada; nem todos se locupletaram.

Os efeitos da pandemia são imprevisíveis, apesar de muitos já saberem como será o amanhã e o novo normal, em detalhes.

Nosso passado, se não nos condena, tampouco nos garante que o inesquecível Lalau tinha razão.


(Publicação original em 14/08/2019)


NOVO BRASIL VELHO

A hora é agora.

Ou nunca.

Os astros,  alinhados fora das suas órbitas, oferecem ao nosso país uma oportunidade sem  igual nestes 519 anos.

Todas as experiências anteriores terminaram em impasses e conflitos.

Mais uma vez, num beco de poucas saídas.

Fatos que só um passeio pela história pode aclarar as ideias.

Começamos como terra devoluta.

Nem os corsários e piratas quiseram tomar de conta. Pra eles interessavam o pau abundante e as índias, desbundar.

Pindorama foi oferecida a quem quisesse arriscar a perigosa travessia para ser capitão (olha aí nosso destino) com direito a passar de herança aos seus 01, 02 e 03 d’antão.

Alguns faltaram à própria posse e nunca por aqui deram o ar de suas graças.  Como legado, deixaram duas profissões almejadas: funcionários fantasmas e  aspones de coisa nenhuma.

Os governadores-gerais mal foram prefeitos das capitais. Apresentaram poucos resultados e continuam maltratando seus estados.

Colônia mal cuidada, virou casa de mãe-joana.

Poderíamos ser hoje outra federação. Uma comunidade europeia subequatorial.

Cada macrorregião colonizada, uma cultura diversificada.

Que pena que não foi assim.

Portugueses, os primeiros a chegar, manteriam Arraial d’Ajuda,  Bahia, Trancoso e mares dos sertões.

Holandeses, cuidariam de Mauritsstad a Nova Amsterdam.

E das Rocas ao Golandim, incorporando as províncias do Alecrim e das Quintas Profundas.

Extremo sul, anexado aos vizinhos espanhóis.
A pátria das chuteiras e da seleção campeã do mundo. Com os craques, Luisito, Lionel e Cebolinha. Uma quase Cataluña.

Descendentes de Villegagnon, estariam  cantando bossa-nova, partido alto e funk proibidão, en français, embaixo do sovaco do Cristo erguido por eles mesmos, no alto da corcova.
E dando show de cancã e sambá na Sapucaí.

São Paulo  tanto poderia ser independente, como sempre quiseram (remember 1932), ou dividida entre os invasores retardatários.                              Italianos e japoneses.

Harmonia de espaguete com sakê. Sushi no chianti.

Nossa melhor fase, graças à prensa de Napoleão, chegou e voltou com a corte do sexto João.

Reino unido, só enquanto  a barra não limpava na Europa.

Promovido a império, começou como brincadeira de criança para atingir o apogeu de Pedro II. Nosso maior estadista, até a reeleição de 200 mil (reais) de FHC.

A república, nascida sob o estigma da primeira traição do generalato, depois de ser velha, nova, agora velhíssima de novo, não deu certo nos regimes a que se submeteu.                             

Continua tão balofa no presidencialismo como gorda foi no parlamentarismo.

Depois dos anos plúmbeos de trevas e das 13 pragas vermelhas, o futuro ainda é não sabido e incerto.

Resta a última esperança.  A bala de prata, revelada pelas cartas do tarô, decifrada no jogo dos búzios e engatilhada na configuração dos astros.

Não dá pra ficar só com a jaboticaba.                 Precisamos mostrar ao mundo, outra jóia genuína nossa. Que só tenha nesta terra bonita por natureza e abençoada pelos santos do candomblé.

É aproveitar e largar.

Já que o supremo mandatário está mais preocupado com o ritmo intestinal dos cidadãos, os legisladores trocam tudo por emendas e a turma da justa liberou geral, vamos dar uma guinada de 360°.

Voltemos ao que nunca deixamos de ser.

Que as trombetas anunciem  pro universo todo saber.              

Só quem tem é nóis!

A primeira e única.

República da Anarquia Organizada do Brasil.

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