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Se tem sido impossível sair do país, os planos para a volta às viagens são inevitáveis e não se pode deixar de considerar que todo e qualquer lugar a ser visitado, deve oferecer melhores condições de vida que as nossas.

Mesmo vizinhos sul-americanos, com PIB e IDH mais baixos, antes vistos como lugares apenas interessantes e que estavam a léguas do milagre brasileiro.

Segurança, de andar pelas ruas sem a preocupação de sofrer violência iminente, faz toda a diferença. Com muitos pontos a favor de todas as  outras terras além-fronteiras.

Em cada romaria com múltiplos destinos, mesmo sem intenção, naturalmente um ranking é sempre elaborado. Para ajudar a responder inevitáveis perguntas:

Do que mais gostou?    Qual a melhor cidade?    Montevidéu ou Buenos Aires?                                              

A resposta, a mesma de onze entre dez turistas transportados pela CVC.

Se uma era deveras simpática, a outra, uma metrópole como São Paulo, edifícios que lembram os de Paris e  o ambiente alegre do Rio.

Desde que têm chegado e-mails promocionais de um restaurante de Punta Carretas, bairro nobre da capital uruguaia, o pensamento  é pedir um VAR e rever os motivos destes conceitos.

Confesso não lembrar bem do lugar. Provavelmente estive lá e pedido alguma coisa que não gerou lembrança especial. E deixado o endereço eletrônico

Com certa regularidade, o chef de cuisine, comunica  mudanças no cardápio ou algum período de preços promocionais.

O último atiçou a chama  do viageiro já meio apagada.

Na Matute Cervecería, “un ciclo de cocineros que representan la gastronomía uruguaya.”

Menos pelos quituteiros desconhecidos, e mais pelo cardápio anunciado.

A partir do preço de dar água na boca.

Um menu com cinco etapas, acompanhado da degustação de quatro cervejas artesanais e água aromatizada ao gosto do chefe.

Tudo isso e mais um ambiente clean, balcão com 40 torneiras de diferentes cervejas, em charmoso bairro, a poucos passos da rambla.

Por 800 pesos.                                       

Vale as cem pratas e cada  ponto de milhagem do bilhete aéreo.

Quem não gostaria de provar uma sopa de zapallo, uns buñuelos de garbanzo, ou mesmo um simplório gayabo em licor de arazá?

A sopa de jerimum e as rosquinhas de grão de bico, tudo bem. São velhas conhecidas. Mas o araçá, ou qualquer outra goiabinha no licor de uma arvorezinha libertária, é novidade.                     

E com um leve toque de ousadia e civismo.

Volvamos a Uruguay, carajo!

        (Publicação original em 11/07/2020)

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