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Entre os novos hábitos adquiridos com o isolamento imposto pela pandemia, assistir às séries dos canais de
streaming deverá ficar,  mesmo se a vacina trouxer o velho normal de volta.

Não há lugar onde se viva aventuras mais eletrizantes que o sofá, na frente da TV de polegadas medidas às dezenas.

Quem teria disposição para  uma sessão de cinema,  de um filme com dez horas de duração?

A Netflix inovou, pagou para ver e provou ser possível o sucesso.

Ao lançar de uma só vez todos os episódios juntos, quebrou tabus.

O segredo do interesse mantido e da audiência crescente era esperar um tempo, um mês, para continuação  nas redes abertas, da sequência da trama e a revelação dos seus mistérios, em doses fracionadas.

Quem não duvidou da perda da graça com a  revelação dos desfechos das estórias, instantaneamente?

Não se tinha a noção do que seriam as maratonas, antes restritas aos aficcionados que reservavam um fim de semana (ou carnaval) para rever todos os poderosos chefões ou o máximo dos 007s que pudessem, um atrás do outro.

Agora, a escolha é mais diversificada.

O padrão hollywood de fazer cinema com profissionalismo e qualidade técnica, tornou-se universal.

Tão globalizado como as crises  econômicas e as viroses que afetam a todos.

O confinamento doméstico não frustrou quem era viajante habitual. Dos que contam e contam quantas excursões fez à Europa e as tantas paradas Disney que aplaudiu.

As jornadas podem ser ainda muito mais longas.

Sem jet lag. Levam sete meses. Só a ida. Sem a certeza da volta.

Away.

Para Marte, embarcamos com esperanças, ameaças, perigos, explosões solares e inacreditáveis formas de multiplicar o escasso oxigênio.

Se a vida também imita a arte, os assaltantes que somem com montanhas de dinheiro dos bancos, sem deixar rastros, como se orientados pelo Professor da Casa de Papel, somente serão vistos, … anos depois… , em dolce far niente , em algum paraíso tropical ou praia nordestina.

A arte antecipa a vida.

Os roteiristas não imaginaram que depois da morte de  Frank e do crime frio de Claire Underwood, pudesse haver assunto para mais uma temporada de  House of Cards.

Até  Donald Trump tentar a reeleição e a Casa Branca virar set de filmagem de novela, estilo realismo fantástico.

A segunda onda da contaminação já tem seu hit inesquecível.

O recolhimento não será mais  enfadonho para quem resolver passar uma temporada na bucólica cidadezinha, à beira de um  piscoso rio de águas claras, entre montanhas, nas florestas do norte da Califórnia.

A vida aparentemente tranquila do vilarejo, seus personagens estandardizados, retratando os dilemas da sociedade americana em menor escala, é cativante.

O último capítulo da segunda temporada de Virgin River deixa o espectador paralisado e com uma única certeza.

A próxima temporada já deve estar sendo filmada nos arredores de Vancouver.

Mel e Jack têm muito mais estórias pra contar.

Virgin River | Temporada 2 | Trailer oficial | Netflix Brasil

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