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Do Estadão 

Enquanto Jair Bolsonaro busca destravar o diálogo com a China, a pedido de João DoriaMichel Temer ligou para o ex-embaixador chinês Li Jinzhang e tratou da liberação dos insumos usados na produção da Coronavac.

O diplomata ocupa posto no governo Xi Jinping, em Pequim.

O ex-presidente lembrou da boa relação entre os dois países, e o quanto a China foi relevante para o Brasil à época da Operação Carne Fraca, garantindo as importações do produto brasileiro. Temer ressaltou a importância dos insumos para a vacina neste difícil momento.

Jinzhang disse ver com bons olhos o fato de Temer estar elaborando o parecer jurídico da Huawei no Brasil. O leilão do 5G é tema delicadíssimo para os chineses. A ala ideológica do bolsonarismo quer deixá-los de fora

 O diplomata prometeu levar o pleito ao presidente chinês. Temer encerrou a ligação confiante de que a demanda deve ser atendida, apesar de ambos não terem falado em datas.

Segundo interlocutores, Temer está ciente de que sua iniciativa possa trazer algum melindre com o governo federal, diante da forte politização em torno da vacina. Mas, mesmo odiando uma “torta de climão”, acha que o momento é crítico demais para ficar cheio de dedos.

Na conversa com o embaixador chinês Yang Wanming, Rodrigo Maia (DEM-RJ) pediu desculpas, em nome da Câmara, se, porventura, ele sentiu-se destratado por algum deputado.

Depois, ressaltou que Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) já não é mais presidente da Comissão de Relações Exteriores da Casa. Só está na função burocraticamente, disse, enquanto não voltam os trabalhos.

DO TL 

Vale lembrar que o Governo Bolsonaro não queria ouvir falar em chinês participando do leilão do 5 G no Brasil.

Agora, com a necessidade da pandemia, vão ter que engolir radicalismos ideológicos.

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