7A652EB4-48F0-4096-9D97-5554AF65AC04

Efetivado hoje no cargo, há pouco mais de quatro meses ninguém acreditava que o General Eduardo Pazuello demoraria tanto tempo no Ministério da Saúde.

Na bio divulgada pela imprensa, um  pente fino em quem assume qualquer cargo, até uma denúncia que teria ordenado um soldado a puxar uma carroça de tração animal.

A revelação bombástica só não repercutiu mais, talvez pelo silêncio das sociedades protetoras dos quadrúpedes de carga.

Escolha intuitiva do Presidente Bolsonaro para preencher uma das lacunas com a saída da equipe do popularíssimo Ministro Mandetta, foi uma aposta arriscada e um recado aos políticos em geral e aos governadores, no privado.

Não faltariam recursos para o combate à pandemia. Com um porém. Haveria controle dos gastos e distribuição equânime dos equipamentos, sem interferências  político-partidárias.

Ao assumir a secretaria-geral do ministério, teve a humildade de declarar-se peixe fora do aquário, prometendo total submissão às ordens do  ministro que assumia junto com ele.

Contribuiria com seus conhecimentos em finanças, logística e deslocamento de equipes, em situações críticas.

Trazia um histórico de atuação em momentos imprevisíveis e anômalos.

Foi o coordenador das ações de acolhida aos venezuelanos que invadiram  Roraima, onde por um curto período de intervenção, atuou como Secretário das Finanças.

Já havia sido o responsável pela segurança dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

Além de toda a carreira, onde atingiu os mais altos postos e patentes, tem se mostrado um militar com um pé fora do quartel.

Fez o que prometeu.

Mandou aviões da Força Aérea buscar na China, o que outros achavam  conseguiriam com  mais facilidades com contrabandistas da Etiópia e vivaldinos em outras boas terras.

Apesar de todo preconceito contra não médicos no cargo que passou a ocupar interinamente, ultrapassada a fase mais aguda da doença que muito ajudou a combater, assume a titularidade por méritos, resultantes  da avaliação do desempenho.

As maiores críticas que recebeu foi de falar pouco e de ter acabado com as entrevistas coletivas diárias.

O palanque vespertino não fez falta.

Sua ideia de divulgação dos  óbitos pelas datas de ocorrência e não de registro burocrático, abortada pelo consórcio das maiores empresas de comunicação e impedida pela Justiça, mostrou-se desprovida de subterfúgios, mais inteligente e fiel à realidade.

Não se ouviram reclamações de faltas de insumos e equipamentos, mesmo com toda as dificuldades da crise mundial de abastecimento.

Alguns governadores ainda não tiveram oportunidade ou tempo de reconhecer publicamente o apoio recebido.

Sovinas, devem estar guardando os elogios para uso próprio, quando a época da reeleição chegar.

004FC85F-D855-4CEA-83B7-766946C459BD

Comentários do Site

  1. Nelson Mattos Filho
    Responder

    É assim, doutor! Parabéns pelas palavras de reconhecimento a um bom brasileiro, coisa que até o momento não se viu na imprensa brasileira, incluído aí a TN e este Território Livre, tão zelosa nas criticas.

Deixe uma resposta para Nelson Mattos Filho Cancelar resposta