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James Dean (1931-1955)

Entre os jovens, são raros os fumantes . De tabaco.

As campanhas de combate ao fumo foram vitoriosas. Não se vincula mais o hábito que virava vício, ao prazer e ao sucesso.

Novos valores foram sendo incorporados e a ideia de uma vida glamurosa, dispensava o antigo charme estimulado por astros do cinema e televisão.

Até atletas faziam apologia das maravilhas das novas marcas de cigarro.

Quando for escrito o resumo final da pandemia, o vilão vai aparecer como dos principais  fatores de agravamento da doença mais terrível.

Então, será dado o último trago.

          (Publicação original em 24/06/2019)

HOMEM SEM H

Para comprar cigarros, pelo menor no bar anexo ao snooker, era preciso caprichar na pronúncia.

Continental e  Astória, tudo bem. Até Minister. Eram vendidos sem nenhum problema.

Mas se algum desavisado, fissurado no vice-campeão de vendas (o Continental era imbatível), pedisse com  pronúncia hollywoodiana, corria o risco de ficar no fumo-de-rolo.

Pior, quando a Souza Cruz lançou seu mais sofisticado produto. Visando um público de maior poder aquisitivo, fez  muita propaganda. E barulho.

Mais que um cigarro. Um estilo de vida.

Apesar de todos os cartazes com fotos de homens de smoking, beldades de longos e dos displays cheios da novidade, ali só comprava quem esquecesse o ‘h’ aspirado.

Como em Portugal, onde o esporte é andebol e o paraíso tropical, Baamas, naquele salão de bilhar, a classe e a suavidade anunciadas eram vendidas só a quem pronunciasse Ílton.

Aos insistentes a explicação do dono, o Seu Helano:

-Por acaso, meu nome é Relano?

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