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Fonte: Infobae.com – 
06/06/2019

O virologista Massimo Clementi, diretor do Laboratório de Microbiologia do Hospital San Raffaele, em Milão, um dos maiores especialistas italianos na primeira linha da pandemia em seu país, liderou um estudo científico no qual foi verificado que a carga viral do novo coronavírus  diminuiu desde o início da doença.

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“A carga viral é cem vezes menor hoje do que em março”.

O trabalho comparou a concentração do vírus  de 100 pacientes internados no hospital nos primeiros 15 dias de março com a de 100 pacientes que chegaram no final de maio.  “A quantidade de vírus presente nos pacientes que chegaram até nós a partir de maio é enormemente menor em comparação aos que entraram em março”.

Esse fenômeno, segundo o italiano, não ocorre apenas em seu país, mas em praticamente todo o mundo, mesmo em áreas como a Flórida, nos EUA, “onde o confinamento tem sido muito mais brando do que na Espanha ou na Itália”.

Além disso, ele acrescentou: “Alguém disse que é como se o vírus envelhecesse”.  Da mesma forma, revelou que a diferença se manifesta em pacientes de todas as idades, incluindo aqueles com mais de 65 anos de idade.

“Há várias semanas em que os médicos de nosso hospital dizem aos virologistas que o quadro clínico está mudando.

Não há mais pacientes que precisem entrar imediatamente na UTI ou na respiração assistida. Nas últimas semanas, pacientes chegaram com sintomas leves”.

Ele acrescentou: “Não tem nada a ver com imunidade de grupo.  A fraqueza do vírus é um pouco independente do fato de que a imunidade pode se desenvolver contra ele.  É uma adaptação do SARS-CoV-2 aos humanos “

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