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Da Folha 

“As pesquisas, os dados e a experiência em outros países mostram que é seguro reabrir as escolas”, afirma Viviane Senna, 63.

A presidente do Instituto Ayrton Senna, que ela fundou há 25 anos com o propósito de melhorar a educação no Brasil, se tornou um dos mais respeitados nomes do país nesse setor.

Para a empresária e psicóloga, desde que respeitados os protocolos de segurança, os prejuízos não são o de reabrir escolas, mas o de mantê-las fechadas.

Viviane afirma que não é à toa que o Brasil esteja entre os últimos países a reabrir escolas, quando praticamente todas as outras atividades já foram retomadas.

“É bem representativo de qual é prioridade do país.” Critica prefeitos que adiaram a reabertura para 2021 e diz que toda a sociedade precisa tomar consciência do quão danosa é essa decisão: “Estamos condenando essa geração de crianças e jovens”.

Portanto, retirar a criança da escola é deixá-la sem proteção em vários sentidos.

E o Brasil está entre os países que estão há mais tempo com as escolas fechadas, há quase 200 dias.

Na maioria da Europa, gira em torno de dois meses. Na Dinamarca, 35 dias. A Itália, que deixou fechada por mais tempo, 97. Suécia não fechou escolas.

A chave para dar certo é respeitar protocolos, ter boa comunicação entre professores, escolas e famílias, além de iniciar a abertura quando se estiver no platô de contaminação ou na curva descendente e, claro, manter isolados profissionais e alunos de grupo de risco. Dessa forma, a reabertura das escolas é segura.

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