Homenagem a Serejo e Cascudo

17 de agosto de 2016 por toque

O jornalista e escritor Vicente Serejo será homenageado no dia 30 deste mês, no Teatro Riachuelo, com o espetáculo “Recortes do Cotidiano”. Uma adaptação do Complexo Educacional Contemporâneo de crônicas brasileiras para os palcos. Serejo e Luís da Câmara Cascudo são os dois potiguares com textos no musical que reúne mais de 500 pessoas em cena.

Caravana de Escritores Potiguares visita Santa Cruz nesta sexta-feira

11 de agosto de 2016 por toque

 

 

 

caravana

A primeira edição da temporada 2016/2017 da Caravana de Escritores Potiguares já está com dia e local

agendados. Na manhã da próxima sexta-feira, 12, a comitiva estaciona no município de Santa Cruz, na

Borborema Potiguar. O evento acontece no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia –

IFRN, e contará com palestras e recitações, além de doação de livros.

Sob a orientação da professora de língua portuguesa, Mylenna Vieira Cacho, os alunos do IFRN já estão

em contato com as obras dos autores que participarão do evento. Para esta jornada estão escalados Cleudivan

Jânio, Damião Gomes, Dancley Fernandes, Drika Duarte, Francisco Martins, João Andrade, José de Castro, Júnior

Dalberto, Leocy Saraiva, Manoel Onofre Júnior e Marcelo de Cristo, além do coordenador do projeto, Thiago

Gonzaga.

O encontro ocorrerá dentro da programação da Semana de Humanidades do IFRN – Campus Santa Cruz,

e os integrantes da Caravana também estão ansiosos para conhecer os alunos e professores participantes, a fim

de interagir com as impressões destes, acerca dos textos lidos.

A Caravana de Escritores Potiguares visa promover a leitura, a literatura e divulgar a produção literária

norte-rio- grandense, por meio da interação escritor/aluno/docente, diretamente nas comunidades. O projeto

conta com o apoio da COSERN e do Governo do Estado do RN, por meio da Lei “Câmara Cascudo” de Incentivo à

Cultura.

 

SERVIÇO

O quê?

Caravana de Escritores Potiguares (Temporada 2016/17 – 1ª edição)

Quando?

12 de agosto (sexta-feira) às 9h00

Onde?

Auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFRN – Campus Santa Cruz

(Rua São Braz, 304 – Bairro Paraíso – Santa Cruz/RN)

Quem apoia?

COSERN / Governo do Estado do RN (Via Lei Câmara Cascudo)

PARA MAIS INFORMAÇÕES

Thiago Gonzaga: (84) 98857.1011 (Coordenação) / Dorian Lima: (84) 99603.8798 (Produção Executiva) /

Christian Vasconcelos: (84) 99151.7907 (Assessoria de Comunicação)

500 anos de Utopia novinha em folha

3 de agosto de 2016 por toque
utopia
Publicada em 1516, A Utopia, de Thomas More completa esse ano, 500 anos de existência e não poderia estar mais atual. Obra que inaugurou o sentido de propostas para uma sociedade melhor, a partir de alternativas possíveis, A Utopia cai muito bem em tempos tão sombrios e seu aniversárioestá sendo comemorado em todo o mundo. A Cooperativa Cultural Universitária promove a celebração dos 500 anos dessa obra, nessa sexta-feira, 5 de agosto, às 10h, na Galeria Convivar´t no Campus, com um bate-papo entre o professor visitante da Pós-Graduação em Filosofia/UFRN, Leonel Ribeiro dos Santos e o professor titular da UECE, Hermano Machado F. Lima, mediados pelo docente Alex Galeno, no qual eles vão falar sobre a atualidade desse texto, bem como suas propostas para tempos mais luminosos que todos queremos e merecemos. O evento é gratuito e aberto ao público.

Nova edição de obra essencial do modernismo

2 de agosto de 2016 por toque

 

cobra

Obra essencial do modernismo brasileiro, o poema “Cobra Norato”, de Raul Bopp, chega às livrarias em agosto pela José Olympio em nova edição. Com projeto gráfico e capa atualizados, além de ilustrações inéditas de Ciro Fernandes, o livro reconta a lenda da índia que engravida da Cobra Grande ao se banhar entre o rio Amazonas e o Trombetas.

 

Escrito em 1928 e publicado em 1931, “Cobra Norato” nasceu a partir do fascínio de Bopp pela Amazônia, onde viveu por um período. “A estada de pouco mais de um ano na Amazônia deixou em mim assinaladas influências. Cenários imensos, que se estendiam com a presença do rio por toda parte, refletiam-se com estranha fascinação no espírito da gente. A floresta era uma esfinge indecifrada. Agitavam-se enigmas nas vozes anônimas do mato. Inconscientemente, fui sentindo em nova maneira de apreciar as coisas. (…) Procurei restituir, em versos, impressões recolhidas em minhas andanças na região. Senti claramente o desgaste das antigas formas poéticas, de vibrações silábicas em uso”, diz o próprio autor, em trecho publicado na introdução do livro.

 

Esta edição traz ainda uma entrevista com Bopp e um pequeno resumo sobre a publicação de sua obra no Brasil e no exterior.

 

 

TRECHO:

 

Mar desarrumado

de  horizontes elásticos

passou toda a noite com insônia

monologando e resmungando

 

Chegam ondas cansadas da viagem

descarregando montanhas

 

Fatias do mar dissolvem-se na areia

Parece que o espaço não tem fundo…

 

– De onde é que vem tanta água, compadre?

 

ORELHA:

 

Cobra Norato é um texto emblemático da primeira fase do modernismo brasileiro. Raul Bopp diz que começou a escrevê-lo em 1921, quando era estudante de Direito em Belém. Ali, na casa do amigo Alberto Andrade Queiroz, ele começou a tomar conhecimento das revistas vanguardistas que chegavam da Europa, sobretudo no movimento ultraísta espanhol. Mas o que marcou a origem do poema foram os trabalhos de Antônio Brandão de Amorim, nos quais Bopp sentira “um forte sabor indígena”. Um mundo em que “as árvores falavam”, “o sol andava de um lugar para o outro” e apareciam diminutivos de verbos como “estarzinho”, “dormezinho” e uma mãe dizia à filha: “Não olhes tão de doer nos olhos dele.”

Ao lado disso, aqui e ali, Bopp ia se deixando impregnar pelas lendas amazônicas. Andando de canoa rio-abaixo-rio-acima acabou contaminado pela lenda da Cobra Grande. Lenda que tem algumas variantes. Uma delas é a do Cobra Norato. Diz Câmara Cascudo em seu Dicionário do folclore brasileiro que uma índia se banhava entre o rio Amazonas e o Trombetas, quando foi engravidada pela Cobra Grande.

Nasceram-lhe um menino – Norato – e a menina Maria Caninana. Maria era uma peste e vivia provocando naufrágios. Norato, que era bom, foi obrigado a matá-la. Como penitência, Norato, à noite, passou a transformar-se em um rapaz sedutor, deixando na beira do rio sua longa pele. Diz a lenda que, se alguém conseguisse pingar leite na boca da cobra e ferir sua cabeça, ela se desencantaria e se tornaria só rapaz. Tal façanha foi conseguida por um soldado do rio Tocantins.

Mas há outras versões. Bopp criou uma variante própria. Arranjou uma moça para Cobra Norato – a filha da rainha Luzia. Mas, para cumprir seus propósitos – como revela o poeta –, a personagem tem que “vencer um ciclo exaustivo de provas. Terá que passar por sete mulheres brancas, de ventres despovoados; terá que entregar a sombra para o Bicho do Fundo; terá que fazer mirongas na lua nova”.

Este é um poema estranho. Não segue em linha reta como Martim Cererê (1928), de Cassiano Ricardo, no qual este retoma lendas indígenas para contar a origem do Brasil. É um texto fragmentário, feito de montagens. O autor tenta reproduzir, aqui e ali, falar que entrecortam o texto, exclamações primitivas que parecem vindas de fora da cena.

A ideia original do autor foi escrever uma história para crianças, mas, ao redor de 1929, deu à obra uma “ossatura” para que fizesse parte da Bibliotequinha Antropofágica, que nunca se concretizou. O encontro com o movimento antropofágico, do qual faziam parte Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, foi importante para Bopp; sobretudo o contato com Tarsila, que ele via como chefe do movimento e a quem dedica o poema.

O poético do texto vem menos do tratamento do verso do que da utilização do mito dentro da estética modernista. O autor passou a vida inteira fazendo pequenas correções nas muitas reedições de Cobra Norato. Esteticamente pertence ao primitivismo poético, um esforço intelectual para incorporar a ingenuidade narrativa das lendas indígenas brasileiras.

(Affonso Romano de Sant’Anna)

COBRA NORATO

RAUL BOPP

Páginas: 96

Preço: R$ 29,90

Editora: José Olympio | Grupo Editorial Record

No Dia dos Avós emocione-se com lindas histórias

20 de julho de 2016 por toque

Quando pensamos na figura dos nossos avós, para muitos, remete a luz da tranquilidade, a certeza de uma boa companhia, de um cuidado que só eles têm, a cumplicidade em atos não muito lícitos, além dos deliciosos quitutes no almoço de domingo. E qual é a imagem que os avós têm de seus netos? Crianças que nunca vão deixar de ser crianças, uma reserva de amor sem limites, um mimo infinito, um orgulho que nunca vai deixar de existir. A beleza e o amor na relação entre nós e os pais dos meus pais ou nós e os filhos dos meus filhos se fazem presentes o ano todo, mas é no dia 26 de julho que avós e netos comemoram juntos o Dia dos Avós. A data foi instituída com base na comemoração católica ao dia de Sant’Ana e São Joaquim, avós de Jesus Cristo.

Em homenagem a esse carinhoso elo familiar, as editoras Moderna e Salamandra indicam obras que retratam essa especial relação. São títulos diversos para leitores de todas as idades que incluem ficção, poesias, autobiografia e muito mais. Confira! 

eu também

…Eu também não existirei (Carlos Felipe Moisés, Editora Salamandra, 2016 – A partir de 06 anos)

O poeta Carlos Felipe Moisés e sua neta Giovana Urban Moisés Ribeiro acabam de lançar, juntos, o livro …Eu também não existirei. Enquanto Carlos é responsável pelos delicados poemas, as ilustrações da obra ficam por conta de Giovanna. Numa brincadeira onde não se sabe o que veio primeiro – o texto ou a imagem -, o leitor se emocionará com esse singelo e delicado livro feito “a quatro mãos”.

Preço: R$ 42,00

um avo

Um avô e seu neto (Roseana Murray, Ed. Moderna, 2001 – A partir de 07 anos)

Por toda a vivência e imaginação cultivada ao longo da vida, nossos avós podem ser incríveis contadores de histórias. Com muito amor e simplicidade, Roseana retrata a beleza existente na relação entre o avô e o neto e reforça a importância da admiração e respeito aos mais velhos.

Preço: R$ 42,00

vovo gaga

Vovô Gagá (Márcia Abreu, Editora Moderna, 2015 – a partir dos 10 anos)

Inspirada em um caso familiar, Márcia Abreu conta com muita delicadeza um problema que acomete muitos avôs e avós: o mal de Alzheimer. No enredo, a família não tem muita paciência para os resgates de infância do seu Ganimedes, sendo que Caca, seu neto, era o único que não se importava com isso. Quando se veem sozinhos em um feriado, eles embarcam em uma aventura que os levará para a infância do ente mais velho.

Preço: R$ 44,00

o olho

O Olho de vidro do meu avô (Bartolomeu Campos de Queirós, Editora Moderna, 2004 – a partir de 13 anos)

Num jogo de linguagens, Bartolomeu Campos de Queiros propõe que cada leitor faça a sua interpretação em O Olho de vidro do meu avô. Em torno de um narrador fascinado pelos mistérios que envolvem o seu avô, incluindo o olho de vidro que ele carrega, a história conduz a uma trama repleta de questionamentos: O que é experiência tornada relato? O que é experiência transformada em narrativa? Aquilo de que nos lembramos, necessariamente, corresponde à verdade dos acontecimentos?

Preço: R$ 42,00 

os olhos

Os olhos cegos dos cavalos loucos (Ignácio de Loyola Brandão, Editora Moderna, 2014 – a partir de 13 anos)

Uma autobiografia desse grande escritor que foi vencedora do Prêmio Jabuti 2015 na categoria Juvenil. Loyola Brandão remonta seus tempos de meninos e compartilha com os leitores um pequeno delito cometido na infância que, mais tarde, se tornaria um dos grandes remorsos de sua vida. Ao pegar algumas bolinhas de vidro que seu avô guardava no alto de uma estante, não havia como Loyola saber que eram as últimas lembranças de uma delicada tragédia que acontecera muito antes de seu nascimento. Com um pedido de perdão e uma compreensão tardia do significado daquelas bolinhas, o autor ilustra com uma clareza de detalhes o que acontecera com o seu avô, bem como o sofrimento e a culpa guardada por toda a sua vida.

Preço: R$ 44,00

a cinderela

A Cinderela das bonecas (Ruth Rocha, Editora Salamandra, 2011 – a partir de 07 anos) 

Vovó Neném é uma daquelas avós que todo neto ou neta queria ter. Sua casa vive cheia de crianças que não resistem ao charme e alegria de uma avó que parece uma fada. Um dia, as meninas do bairro resolveram fazer um concurso de bonecas e Vovó Neném ficou de levar os doces e enfeites. Mas quando passou na casa da Mariana, viu que a menina estava muito triste, com a boneca no colo dizendo que não ia para a festa porque achava sua boneca velha e feia. Vovó Neném explicou que quando os filhos da gente ficam feios ou doentes, a gente não joga fora. E foi aí que ela teve um lindo gesto.

Preço: R$ 43,00

cade

Coleção Gato Escondido (Ana Maria Machado, Editora Salamandra, 2004 – a partir de 06 anos) – A série é composta por 4 livros gostosos de ler, ouvir e ver: Cadê meu travesseiro?, Delícias e gostosuras, Que lambança! e Vamos brincar de escola?. Nessas obras, Ana Maria Machado reúne elementos como contos de fadas, cantigas de roda, rimas e etc, criando histórias cheias de imaginação e fantasia. Nos títulos, o leitor irá encontrar personagens que se divertem na casa dos avós com brincadeiras, cantorias e comidinhas de dar água na boca. As ilustrações são de Denise Fraifeld. 

Preço: R$ 40,00

Lançamento de M, Os Contos Gorgônicos

12 de julho de 2016 por toque

contos gorgonicos

Dia 15 de julho, sexta-feira, a partir das 18h, na Cafeteria São Braz do Shopping Cidade Jardim. Na ocasião será apresentada a exposição “Íris de Pedra”, realizada pelos fotógrafos da UFRN Cícero Oliveira e Wallacy Medeiros, que irão expor imagens inspiradas pelas histórias do livro.

O Livro

Um assassino, um pianista e uma mulher ferida.

Três histórias que se entrelaçam, enroladas como serpentes em torno do olhar da górgona, a Medusa da antiguidade.

O livro gira em torno de três narrativas que abordam diferentes aspectos do mito clássico da Medusa através do horror, indo do físico ao psicológico. Cada conto, apesar de contribuir para a grande história contada no livro, traz seu próprio universo, sua própria linguagem. A força das simbologias, livre arbítrio e poder feminino são os principais temas que emergem da leitura. A orelha foi escrita por Pablo Capistrano (autor de Pequenas Catástrofes e Os Corvos chegaram para jantar, entre outras obras).

Mais sobre Jaime Azevedo

Programador visual do setor de criação da Superintendência de Comunicação da UFRN. Formado em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo em 1998 e especializado em Gestão de Marcas, ambos pela UFRN. Trabalhou durante a década de 2000 como infografista no Diário de Natal.

Íris de Pedra

A exposição de fotos tiradas por Cícero Oliveira e Wallacy Medeiros é inspirada pelas histórias do livro; uma tentativa de traduzir em imagens o texto, mas de uma forma livre e criativa. As fotografias se apresentam como possibilidades de amplificar e ir além dos significados do livro, construindo narrativas paralelas através do olhar.

Mais informações:
facebook.com/navedeona
herpetoludista.blogspot.com
https://www.facebook.com/events/269355383422952/

https://youtu.be/Dy63Bud77oc

M, Os Contos Gorgônicos

Jaime Azevedo

118 páginas

Tiragem de 300 exemplares

Publicado pela editora Sebo Vermelho

Projeto gráfico e ilustrações do autor

Comemore o dia de São João com livros

21 de junho de 2016 por toque

Na próxima sexta-feira (24) é dia de São João. Conhecido como o “Santo festeiro”, a data é popularmente celebrada com as tradicionais Festas Juninas que reúnem música, dança, pratos típicos, fogueira e bandeirinhas, símbolos da festa. Para entrar no clima, as Editoras Moderna e Salamandra selecionam alguns títulos que abordam os tradicionais símbolos dessa celebração:

rimas

Trazendo os significados dos elementos que compõem essa festa popular, como as danças, músicas, folguedos e culinária, César Obeid, apresenta o livro “Rimas Juninas”, publicado pela Editora Moderna. Nele, os leitores são apresentados a diversas modalidades da literatura de cordel e a cerâmica figurativa ganha belos cenários que ilustram todo o colorido dessa época. Faixa etária: A partir de 08 anos.

Preço: R$ 44,00

o velho

A valorização da vida caipira também é comum nessas festas e, Ruth Rocha, uma das principais escritoras da literatura infantojuvenil, retrata esse cenário em “O velho, o menino e o burro e as outras histórias caipiras”, da Editora Salamandra. Na obra, a autora reconta três divertidos contos da tradição popular desse povo de modo alegórico e bem-humorado, que diverte, ensina e faz a imaginação voar. Faixa etária: A partir de 07 anos.

Preço: R$ 43,00

malasaventuras

Outro título que narra essa cultura de uma forma divertida é “Malasaventuras – Safadezas do Malasartes”, escrito por Pedro Bandeira. O livro da Editora Moderna traz seis histórias de Pedro Malasartes, um caipira esperto que quer ajudar os pobres e humilhados a se vingar da arrogância dos poderosos. No enredo, o autor aproxima o leitor da tradição popular da literatura de cordel que Malasartes tanto aprecia. Faixa etária: A partir de 10 anos.

Preço: R$ 42,00

choro

Um dos elementos que não pode ficar de fora desta festa é a música. No livro “Choro e Música Caipira”, o leitor irá encontrar as principais informações sobre esses dois ritmos que encantam crianças e adultos. A obra dos escritores Carla Gullo, Rita Gullo e Camilo Vanucchi faz parte da coleção Ritmos do Brasil, da Editora Moderna, que conta com mais um título: Samba e bossa nova. Faixa etária: A partir de 09 anos.

Preço: R$ 44,00

boi

Em “Boi, boiada, boiadeiro”, da Editora Salamandra, Ruth Rocha campeia Brasil adentro com uma inesperada graça caipira. No título, a autora canta, por meio de poemas encantadores, a beleza das flores, das festas, dos bicos e das paisagens campestres. A obra foi considerada Altamente Recomendável pela Fundação do Livro Infantil e Juvenil e conta com as ilustrações supercoloridas de Teresa Berlinck, que tornam a leitura ainda mais fácil e divertida. Faixa etária: A partir de 08 anos.

Preço: R$ 40,00

Bia Madruga lança livro amanhã

8 de junho de 2016 por toque

bia

Lançamentos da Jovens Escribas

31 de maio de 2016 por toque

 

pablo

Nesta sexta-feira, a Jovens Escribas promoverá mais um lançamento duplo e festivo. O professor e escritor Pablo Capistrano trará à luz o seu novo trabalho, o livro de contos “Os corvos chegaram para jantar”. Na mesma noite, o autor Márcio Benjamin também estará presente autografando o seu romance recém-lançado “Fome”.

“Os corvos chegaram para jantar”
O novo livro de Pablo Capistrano é definido por ele como “o meu livro mais didático” e é apontado por alguns leitores precoces que tiveram acesso ao conteúdo antes do lançamento, como uma das suas obras mais divertidas. O lançamento traz diversas histórias que se passam num mesmo ambiente, um enorme, hipotético e misterioso shopping-center que reúne diversas representações da sociedade em um micro-cosmo da sociedade em que vivemos. Misturando comportamento cotidiano com fantasia, as narrativas vão descortinando um pouco sobre nós e a nossa relação com o ambiente que nos cerca.

Em junho de 2013, quando aconteceu em todo o Brasil o que ficou conhecido como “A jornada de junho”, Pablo, assim como tantos outros cidadãos brasileiros, foi às ruas se manifestar. “Eu fui àquela grande passeata que segundo dizem, reuniu mais de 50 mil pessoas.” Ao chegar lá, encontrou gente de todas as tendências: “havia gente de esquerda, de extrema direita, punks, pessoas apolíticas e até black-blocks que eu nem sabia o que eram”. A caminhada cívica saiu da frente do Natal Shopping e Pablo se deu conta de que “apesar de eu morar havia quase 40 anos em Natal, eu nunca havia andado na BR. O nosso contato com a rua é quase sempre mediado por um automóvel ou transporte coletivo.”

Depois, outra constatação: “Eu achava que a manifestação nos conduziria até um símbolo de poder: prefeitura, Câmara dos Vereadores, Assembleia… mas ela, que saiu do Natal Shopping, encerrou-se em frente ao Midway Mall. Aquilo me chamou muito a atenção: a relação intrínseca que a sociedade natalense tem com o shopping center, muito mais do que com a rua. A ideia do livro começou a ser gestada em minha mente a partir deste dia”, conta Pablo.

Sobre o autor:
Pablo Capistrano nasceu em Natal (RN) em 1974. Trabalha com literatura desde 1991. Participou do grupo de ação cultural Sotão 277 no começo dos anos 1990. Formado em Filosofia e Direito, doutor em Literatura pela UFRN, é atualmente professor do IFRN, campus Zona Norte (Natal). Autor de vários livros, Capistrano escreve periodicamente em seu site pessoal: www.pablocapistrano.com.br.

Fome – Márcio Benjamin
Márcio Benjamin foi um dos 20 autores brasileiros convidados para o Salão do Livro de Paris e um festival de literatura brasileira na Universidade de Sorbone. Foi chamado em razão da repercussão alcançada por seu primeiro livro “Maldito Sertão” que vem alçando o autor a um lugar de destaque nas letras nacionais. Em seu novo livro, “Fome”, Márcio segue a linha do terror e mantém o nordeste brasileiro como cenário para sua ficção. Porém, desta vez, escolheu o monstro mais querido da cultura pop, os mortos vivos conhecidos como zumbis e o situou numa cidadezinha interiorana que está passando por uma cruel e prolongada seca.

Sobre o autor:
Márcio Benjamin é potiguar, escritor, dramaturgo e advogado. Desde sempre metido com as letras, é fã incondicional do bom humor e do bom terror. Participou de antologias de contos e teve diversas peças encenadas até que, em 2012, teve seu primeiro livro publicado: “Maldito Sertão” (Contos – 2012). “Fome” é o seu primeiro romance. O primeiro de muitos, segundo afirmam as vozes em sua cabeça.

Jovens Escribas – Lei Djalma Maranhão – Patrocinadores
Estes são os dois primeiros livros de uma série de 8 viabilizados com muito orgulho graças ao apoio de uma lei de incentivo à cultura criada no Brasil a exemplo da Lei Rouanet. É por causa da Lei Municipal de Incentivo à Cultura Djalma Maranhão que autores como Pablo Capistrano, Nei Leandro de Castro e diversos outros verão seus novos livros publicados em 2016. Por tudo isso, a Editora Jovens Escribas, uma empresa independente que trabalha há 12 anos para manter-se ativa e promover a cultura, contribuir com uma cena literária nacional independente e criar um mercado leitor e consumidor de bons livros no Estado do Rio Grande do Norte é amplamente favorável à evolução de políticas culturais que possam contribuir com o avanço da sociedade rumo a um futuro no qual a arte e a cultura sejam bens inalienáveis do povo brasileiro. Afirmamos isso enquanto uma organização que atua como agente cultural e, como tal, é contrária ao retrocesso que estamos testemunhando no país hoje.

Aproveitamos também para agradecer às empresas que tornaram possível a publicação dos 8 livros e uma revista que a editora lançará até o fim de 2016: KIA Dunas, Hospital do Coração, Art&C Comunicação, RAF Publicidade e Clínica Pedro Cavalcanti. Muito obrigado a todas elas.

Serviço:
Lançamento dos livros “Os corvos chegaram para jantar” (Pablo Capistrano) e “Fome” (Márcio Benjamin).
Local: Between Food and Gallery, Rua Campos Sales, 384, Petrópolis (próximo ao Colégio Atheneu)
Data: 03 de junho de 2016 (Sexta-feira)
Hora: A partir das 19h

A poesia de Goimar Dantas

10 de maio de 2016 por toque

goimarveias

Aos 13 anos, a perda do pai, vitimado por emboscada violenta na cidade de Japi, no Rio Grande do Norte, serviu de mote para o destino e para a literatura que, a partir dali, moldaria o caminho da jornalista e escritora potiguar Goimar Dantas, radicada em São Paulo. O evento traumático da precoce ausência paterna se transmutou em alguns dos poemas mais tocantes do livro Veias em versos, lançado em abril de 2016 pela Editora Penalux. É o caso de A linha do trem, Pa(i)radoxo, Do sentido das coisas e Para sempre Pedro.

 

“Nunca, nos 13 anos em que passei ao seu lado,

meu pai me disse um ‘Eu te amo’

(assim, com esses termos de Aurélio e de Houaiss).

Nem precisou também.

Pra mim, já basta a imagem forte do trem de ferro vindo

e o pai esperando a morte, solitário, deitado na linha.

Mestre Rosa já dizia em seu Grande Sertão: Veredas:

‘Viver é muito perigoso’.

Ao que eu acrescento, com sua licença:

E está para além dos dicionários..

 

(trecho de A linha do trem)

 

Escritos de 1992 a 2014, os 68 poemas do livro estão agrupados sob o viés memorialista. Além da figura paterna, a infância, os amores platônico/romântico/erótico, o processo de escrita, as influências literárias, o interior do Rio Grande do Norte e seu contraponto mais evidente, o elemento água, também são alguns dos seus subtemas.

“Sempre que flerto com o ateísmo,

Deus me manda flores.

Esse Senhor é mesmo irresistível”.

 

(Don Juan)
(…)

Seus olhos, enfim, são mantos.

Seus lábios entoam cânticos

e têm cor de vinho tinto

(feitos para se ofertar).

Portas para o paraíso,

céu singular e preciso

por onde desejo entrar.

 

(Oração dos apaixonados)

“(…)

E nessa folha de papel

(ex-árvore apontando para o céu)

em se escrevendo tudo dá.

E se a colheita vem do que se planta,

a fartura desse texto não me espanta:

é o pão do espírito

que venho compartilhar.

 

 (trecho de Oferenda)

 

 

“Escrevo porque tenho fome,

Escrevo porque apeteço,

Escrevo porque me arrisco,

Risco, rabisco e me esqueço,

Escrevo porque é difícil ter quem realmente escute.

Escrevo porque mereço saber bem mais sobre mim.

Escrevo porque sou filha,

Escrevo porque pari,

Escrevo porque me custa pensar em não existir (…)”

 

(Motivos)

 

 

“E mesmo sozinho

no poço sem fundo

o poeta ouve

o eco do mundo”.

 

(Sina)

Sobre a autora:

 

Goimar Dantas: Goimar Dantas é jornalista, roteirista, escritora e mestra em Comunicação e Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Em 2011, foi finalista do Prêmio Jabuti com a biografia Cortez – A saga de um sonhador (Cortez Editora), em coautoria com Teresa Sales. É autora de obras de diversos gêneros, como o livro-reportagem Rotas literárias de São Paulo (Editora Senac São Paulo/2014). Escreveu os infantojuvenis: Estrelas são pipocas e outras descobertas (Cortez Editora/2013), também publicado em 2014 pelo grupo editorial Octaedro, da Espanha; Minha boca está pelada! (Escrita Fina Edições/2013) e Quem tem medo de papangu? (Cortez Editora/2011).

 

Serviço: Veias em versos

Autora: Goimar Dantas

Editora: Editora Penalux

Preço: R$ 35,00

Número de páginas: 108

 

http://www.editorapenalux.com.br/

http://www.goimardantas.com.br/