Presente para o Dia das Mães

4 de maio de 2016 por toque

simone

Seja inteligente e dê um presente inesquecível para sua mãe. Dê o box com os dois livros básicos de Simone de Beauvoir, O Segundo Sexo, Editora Nova Fronteira, R$129,00. O Segundo Sexo foi publicado originalmente em 1949 e consagrou a escritora francesa na filosofia mundial. A obra, no entanto, não ficou datada e tornou-se atemporal e definitiva. Este box traz a divisão original em dois volumes. No primeiro volume, a autora aborda os fatos e os mitos da condição da mulher numa reflexão fascinante. Já no segundo, a autora analisa a condição da mulher em todas as suas dimensões – sexual, psicológica, social e política. Uma obra fundamental, que inaugurou um novo modelo de pensamento sobre a mulher na sociedade.

Em foco a mídia impressa sobre a mulher

14 de abril de 2016 por toque

imprensa feminina

 

O Espelho Diamantino (1827-1828), O Despertador das Brasileiras (1830-1831), O Bello Sexo (1850-1851), Republica das Moças (1879), O Sexo Feminino (1873-1889), A Mulher (1881-1883), A Mensageira (1897-1900)… Esses são apenas alguns dos 143 títulos de revistas e jornais reunidos em Imprensa feminina e feminista no Brasil: Século XIX, de Constância Lima Duarte, Editora Autêntica, 416 páginas, R$37,00, que será lançado em Natal, segunda-feira, às 19h,  na Academia Norte-rio-grandense de Letras. O dicionário ilustrado surpreende não só pela multiplicidade de títulos, mas, principalmente, pelo volume e diversidade de informações sobre os periódicos que circularam de norte a sul do país e que tinham as mulheres como público alvo. Uma excelente oportunidade para conhecer um pouco mais da história da mulher brasileira na busca por seus direitos e na construção de sua identidade.

Os periódicos tratam da dicotomia existente na época quanto ao papel da mulher na sociedade. Alguns se empenharam em acompanhar a transformação dos tempos e impulsionar as mulheres para frente, defendendo que fossem respeitadas e tivessem o direito de frequentar as escolas e os espaços públicos. Já outros queriam que elas permanecessem estacionadas na ignorância e na dependência masculina, reiterando sua fragilidade e delicadeza, além da especificidade dos papéis sociais, e se limitavam a falar de moda, culinária e filhos.

O livro é resultado do desdobramento de anos de pesquisas realizadas por Constância Lima Duarte sobre a história das mulheres, a literatura de autoria feminina e o movimento feminista no Brasil. A autora examina detalhadamente uma parte do periodismo brasileiro, trazendo à luz a imprensa feminina, dirigida e pensada para as brasileiras, seja de autoria delas ou masculina, e também a feminista, que protestava contra a opressão e a discriminação e exigia a ampliação dos direitos civis e políticos das mulheres, procurando dar voz e vez a elas.

Ainda que a pesquisadora considere que os 143 jornais listados possam representar apenas a “ponta do iceberg” – pois outros podem ter existido e se perderam por falta de conservação –, o material reunido é extraordinário. O dicionário ilustrado é alimentado por fontes primárias raras ou de difícil acesso, que testemunharam momentos decisivos da luta das mulheres brasileiras e informavam sobre as transformações históricas e sociais daquele período. De conservadores a revolucionários, dedicados à militância ou ao passatempo, a pluralidade de temas em suas páginas é enorme: questões de gênero, literatura, educação, política, lazer, moda, humor, poesia, entre outros.

A primorosa edição da Autêntica traz fotocópias e textos dos jornais, organizados por ordem cronológica e de publicação, contando ainda com um índice alfabético remissivo para facilitar a consulta por título. Os verbetes contêm, sempre que possível, o nome do editor ou da editora, a cidade de origem, a tipografia, as datas do primeiro e do último número, a proposta editorial, o formato gráfico e a relação dos principais colaboradores e colaboradoras. Além disso, o livro traz também informações preciosas para estudantes, professores e pesquisadores do periodismo e da história intelectual da mulher, como a relação das fontes utilizadas pela autora, os exemplares examinados e sua localização, as referências bibliográficas, quando existem, notas explicativas no rodapé, a lista de acervos, arquivos e bibliotecas onde foi realizada a pesquisa e a relação da bibliografia consultada.

As leitoras e leitores de Imprensa feminina e feminista no Brasil certamente vão esperar com ansiedade o segundo volume sobre os jornais e revistas do século XX, que se encontra em fase de preparação e que, até o momento, já reúne cerca de 300 periódicos.

 

 

Quando as primeiras mulheres tiveram acesso ao letramento, imediatamente se apoderaram da leitura, que por sua vez as levou à escrita e à crítica. E independente de serem poetisas, ficcionistas, jornalistas ou professoras, a leitura lhes deu consciência do estatuto de exceção que ocupavam no universo de mulheres analfabetas, da condição subalterna a que o sexo estava submetido, e propiciou o surgimento de escritos reflexivos e engajados, tal a denúncia e o tom reivindicatório que muitos deles ainda hoje contêm. Mais do que os livros, foram os jornais e as revistas os primeiros e principais veículos da produção letrada feminina, que desde o início se configuraram em espaços de aglutinação, divulgação e resistência.

Constância Lima Duarte – Imprensa feminina e feminista no Brasil: Século XIX

SOBRE A AUTORA – Constância Lima Duarte é pesquisadora do CNPq, doutora em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo e mestre em Literatura Portuguesa pela PUC-RJ. Em 1996, aposentou-se pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e, em 1998, assumiu a Cadeira de Literatura Brasileira da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, através de concurso público. No pós-doutorado, realizado em 2002 e 2003 na UFSC e na UFRJ, desenvolveu o projeto “Literatura e Feminismo no Brasil: trajetória e diálogo”. Pesquisadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade (NEIA) e do Centro de Estudos Literários da UFMG, coordena os grupos de pesquisa Letras de Minas e Mulheres em Letras.

 

A essência da felicidade

13 de abril de 2016 por toque

clarinha

 

Em edição bilíngue, Clarinha e Berenice e o dicionário do inesperado é uma história contada de forma cativante por Carolina Mondin e publicada pela editora Kapulana. Com ilustrações delicadas feitas por Amanda de Azevedo e versão em inglês de Lucia Weg Fernandez, o livro é uma mistura de aventura com os sonhos e imaginação de uma criança.

A história se passa em um dia chuvoso, no qual Clarinha ganha uma boneca muito especial: a Berenice. Como não podem brincar fora de casa, devido à chuva, as inseparáveis amigas se transportam para o Universo das Letrinhas em busca doSol. Durante essa aventura misteriosa, com a ajuda do Dicionário do inesperado e da mochila azul de Clarinha, elas enfrentam diversos desafios contra o poderoso Sr. Caos.

“Era isso que Clarinha queria ver no mundo e nas pessoas. Porque, quando as pessoas fazem lindezas, – mesmo que assim, pequenininhas – o universo todo se enche de cor.”

O pequeno leitor descobre, através do livro, que as melhores coisas da vida são as que acontecem de forma inesperada, além de fazer a leitura da obra de duas formas: em português e em inglês. Clarinha e Berenice e o dicionário do inesperado é um livro que desperta o interesse de crianças de todas as idades.

Para saber mais sobre o livro e ler alguns trechos, acesse: www.kapulana.com.br.

Sobre a autora: Carolina Mondin, escritora, contadora de histórias, poeta e roteirista, é formada em jornalismo. Com muita sensibilidade, consegue ouvir o mundo das crianças e fazer arte com as palavras. É a criadora de Clarinha e Berenice e o dicionário do inesperado.

Sobre a ilustradora: Amanda Azevedo é desenhista, ilustradora e designer. Atualmente é estudante de Editoração. Artista por natureza, ilustrou com traços delicados as aventuras de Clarinha e Berenice e o dicionário do inesperado. Transportou as ideias de Carolina para o mundo das imagens.

Obras bilíngues: Trata-se de uma série de livros em dois idiomas em um só volume, dirigidos a crianças e jovens de escolas bilíngues e aos que estão em fase de iniciação no idioma inglês. Esses livros atendem não só as necessidades desses leitores, como também servem de apoio aos educadores de escolas brasileiras que tenham como parte da formação de seus alunos o incentivo à leitura e o conhecimento de diversos idiomas.

Editora Kapulana: A Editora Kapulana tem como lema produzir “Livros bons e belos”. Assim, em seus diversos segmentos, como Bilíngues, Vozes da África,Ciências e Artes e Intersecções Literárias, oferece aos leitores obras de alta qualidade presente tanto no conteúdo como na sua forma de apresentação.

Ficha Técnica
Clarinha e Berenice e o Dicionário do Inesperado

Autora: Carolina Mondin

Editora: Kapulana

Páginas: 72

Preço: R$ 40,00

O Diário Secreto de Laura Palmer ganha nova edição

5 de abril de 2016 por toque

laura palmer

Eternizada no seriado Twin Peaks, que revolucionou a teledramartugia mundial, a história da adolescente Laura Palmer e de sua cidade natal arrebatou milhões de espectadores nos anos 1990 através do olhar do diretor David Lynch. A pergunta Quem matou Laura Palmer? se tornou uma verdadeira obsessão para os fãs, que no início da década deram início a um verdadeiro culto à bela garota com um futuro aparentemente promissor que aparece morta às margens de um rio.  A chave para desvendar o mistério veio pelas mãos de Jennifer Lynch, filha do diretor e co-autora da série, que,  trazendo à tona a identidade de Laura, revela um lado obscuro da jovem e da sinistra cidade onde viveu e morreu.

Lançado originalmente pela Globo Livros em 1991, O diário secreto de Laura Palmerultrapassou as telas e se tornou um ícone entre os adolescentes dos anos 1990, ainda sendo objeto de culto entre os jovens deste início de milênio. Até hoje, poucos autores tiveram a ousadia de Jennifer Lynch, que sem dogmatismos e meias-verdades fala sobre adolescência, sexo, drogas e morte.

Laura Palmer, a bela rainha do baile de formatura, a menina com as melhores notas, gentil, encantadora, filha de pais amorosos e o retrato perfeito da juventude de ouro americana. Quem teria algum motivo para assassinar Laura a sangue frio? A resposta para essa pergunta não estava no diário róseo encontrado pela polícia no quarto da jovem, mas sim em um volume escondido, onde Laura expõe sua verdadeira face. Drogas, orgias, prostituição, abuso, medo.  Um retrato de uma adolescente perdida, que, ao tentar romper com os padrões impostos pela rígida sociedade interiorana onde foi criada, trilhou um caminho sem volta de perdição e desespero.

A cada entrada do diário, que se inicia em seu aniversário de doze anos e segue até o dia de sua morte, quatro anos depois, Laura revela detalhes não apenas sobre seu flerte com a depressão como também a realidade sórdida ocultada pelas brumas de Twin Peaks, cidade madeireira do interior dos Estados Unidos, onde, assim como a própria Laura, ninguém – e nada – é exatamente o que parece ser.

Em 2017 vai ao ar a tão esperada terceira temporada de Twin Peaks, 25 anos após seu último episódio, e O diário secreto de Laura Palmer continua a ser um convite inebriante para velhos e novos fãs da série, que irão mais uma ser seduzidos pelo encanto e a angústia da protagonista.

A autora

Jenniffer Lynch nasceu em 1968,na Filadélfia. Ela é roteirista e diretora de cinema. Escreveu O diário secreto de Laura Palmer aos 22 anos, antes de dirigir filmes comoEncaixotando Helena e Sob controle. Ela também dirigiu episódios de seriados comoWalking dead, Teen Wolf e Pysch.

Ficha técnica

    • Editora: Globo
    • Edição:  2
    • Ano:  2016
    • Nº de Páginas:  270
    • Preço:  R$29,90 e-book: R$ 27,90

Projeto estimula reflexões sobre a história do Brasil

31 de março de 2016 por toque

laurentino

Vivenciar um intercâmbio cultural de dez dias em Lisboa – Portugal, percorrendo os caminhos da corte portuguesa antes da chegada ao Brasil. Esta será a oportunidade dada a cem dos mais de dez mil alunos participantes do Era uma Vez… Brasil, projeto de arte-educação voltado para adolescentes de sétimo a nono ano da rede pública municipal de ensino que será realizado nas cidades de Rio de Janeiro (RJ) São Paulo (SP), Novo Horizonte (SP), Salvador (BA) e Belo Jardim (PE). No Rio de Janeiro, o foco de trabalho será com estudantes e professores de História do oitavo ano.

O Era uma Vez… Brasil é um programa de atividades que tem o objetivo de colaborar com o desenvolvimento da cultura nacional, promovendo o enriquecimento dos alunos envolvidos por meio do contato com diferentes linguagens artístico-culturais. Nesta edição, traz como tema a transferência da família real e da corte portuguesa para o Brasil, tendo como base o livro 1808, do escritor e jornalista Laurentino Gomes. O autor foi convidado para participar do lançamento no Rio de Janeiro, que será hoje, a partir das 16h, na Biblioteca Parque Estadual, e fará um bate-papo para professores convidados e com vagas abertas ao público sobre o tema do best-seller que inspira a projeto.

A partir do lançamento, serão mais nove meses intensos de atividades, que compreendem desde a preparação do corpo docente, com material didático específico, até a seleção final dos alunos que farão o intercâmbio. As inscrições no Rio de Janeiro estarão abertas até o dia 29 de abril para estudantes das escolas parceiras indicadas pelas secretarias de Educação de cada cidade, e o regulamento está disponível no site oficial.

Laurentino Gomes é paranaense de Maringá e seis vezes ganhador do Prêmio Jabuti de Literatura, Laurentino Gomes é autor dos livros 1808, sobre a fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro; 1822, sobre a Independência do Brasil; 1889, sobre a Proclamação da República; e O caminho do peregrino (em coautoria com Osmar Ludovico). O livro 1808 também foi eleito o Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras e publicado em inglês nos Estados Unidos. Ao todo, suas obras já venderam mais de 2 milhões de exemplares no Brasil, em Portugal e nos Estados Unidos. Graças à repercussão dos seus livros, o autor já foi eleito duas vezes pela revista Época como um dos cem brasileiros mais influentes do ano. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, tem pós-graduação em Administração na Universidade de São Paulo. É membro titular da Academia Paranaense de Letras.

48 minibibliotecas rurais serão entregues no Alto Oeste

30 de março de 2016 por toque
livros
O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, através da Secretaria de Assuntos Fundiários e Apoio à Reforma Agrária (Seara), faz hoje a entrega de 48 minibibliotecas rurais, fruto de parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) com o Programa de Bibliotecas Rurais Arca das Letras, para comunidades rurais de municípios do território do Alto Oeste.
A solenidade de entrega foi programada para hoje, em Pau dos Ferros, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN (IFRN), e irá contemplar comunidades rurais de 19 municípios do Alto Oeste.
Esta ação de entrega é resultado da Chamada Específica 001/2015, parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e EMBRAPA, e tem como objetivo fortalecer as respectivas iniciativas de incentivo à leitura no meio rural e, principalmente, de oferecer aos seus beneficiários, uma gama de conteúdos diversos que contribuam com as estratégias locais de incentivo à leitura e à inclusão produtiva. Cada minibiblioteca contem acervo de livros infantis, jovens e adultos, didáticos, cartilhas e vídeos educativos.
Os municípios do Alto Oeste que serão beneficiados são: Alexandria, Luís Gomes, José da Penha, Pau dos Ferros, Pilões, Portalegre, Riacho de Santana, São Miguel, Tenente Ananias, Água Nova, Antônio Martins, Francisco Dantas, Marcelino Vieira, Martins, Paraná, São Francisco do Oeste, Serrinha dos Pintos, Tabuleiro Grande e Viçosa.
O Arca das Letras é um programa de bibliotecas rurais e de formação de agentes de leitura coordenado pela Secretaria de Reordenamento Agrário (SRA) do MDA, e no Rio Grande do Norte é executado pelo Governo do Estado, através da Seara.

Melodia imortal em livro

8 de março de 2016 por toque

 

 

leide

Autora de diversos livros, a pesquisadora Leide Câmara lança nos próximos dias “Praieira – A Canção da Cidade do Natal, 93 anos”, registro discográfico de uma canção-hino, desde a sua primeira gravação em 1956 aos dias atuais. “Há quase um século “Praieira” vem sendo tocada e cantada por gerações de modinheiros. Desde a década de 1920, em serenatas na janela da mulher amada ou nas ruas da cidade, em cortejos da boemia, em saraus e outros encontros poéticos”, diz Leide. No esperado lançamento, dia 10 de março, a partir das 18h, na Academia Norte-rio-grandense de Letras, ela também brinda seus convidados com sarau poético e um encontro de violeiros em seresta.

 

A canção vem da alma poética de Othoniel Menezes. Ele escreveu e publicou em livro o poema “Serenata do Pescador”, em 1923, musicado pelo maestro Eduardo Medeiros. Terminaria ganhando fama como “Praieira”. Atualmente é cantada em teatros, documentários, shows, além de fazer parte de gravações em discos e do repertório de vários músicos, corais e grupos no Rio Grande do Norte, sendo muito divulgada nas redes sociais. Também é nome de rua no bairro Lagoa Azul, na Zona Norte em Natal. “Em nosso Instituto Acervo da Música Potiguar – AMP, catalogamos vinte e seis gravações e cinco reproduções da Serenata do Pescador, interpretadas por diversos músicos e grupos em diferentes álbuns”, conta a autora do livro que homenageia a famosa canção.

 

Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras, ocupando a cadeira nº 31, Leide Camâra nasceu em Patu. Publicou os livros “Dicionário da Música do Rio Grande do Norte”, 2001; “A Bossa Nova de Hianto de Almeida”,  2010; “Luiz Gonzaga e a Música Potiguar”,  2013; e “Ademilde Fonseca, a Potiguar no Choro Brasileiro”, 2015.

 

“Praieira dos meus amores

Encanto do meu olhar!”.

Lançamento: “Praieira – A Canção da Cidade do Natal, 93 anos”, de Leide Câmara.

Data: 10 de março de 2016, a partir das 18h.

Local: Academia Norte-rio-grandense de Letras.

A Constituição dos EUA em discussão

29 de fevereiro de 2016 por toque

 

constitução

Robert Dahl, ganhador do Johan Skytte Prize — o Nobel da Ciência Política — argumenta que não se deve ter medo de examinar a Constituição americana e de considerar alternativas para chegar a uma sociedade mais democrática.

Neste livro instigante, um dos mais eminentes cientistas políticos do século XX questiona até que ponto a Constituição norte-americana promove metas democráticas. Robert Dahl revela os elementos potencialmente antidemocráticos do texto, explica por que eles se encontram nesse documento, compara o sistema constitucional norte-americano com outros sistemas democráticos e investiga como poderíamos alterar nosso sistema político para alcançar maior igualdade entre os cidadãos.

 

Dahl (1915 – 2014) foi um dos mais importantes cientistas políticos do século XX. Recebeu incontáveis homenagens, como o Johan Skytte Prize, o equivalente ao Prêmio Nobel para área da Ciência Política. Foi um dos fundadores da moderna análise política e participou da “behavioral revolution”, que enfatizava a observação do comportamento político real e a análise cuidadosa das evidências empíricas apresentadas para apoiar proposições teóricas.

 

Possuía uma teoria pluralista da democracia, que valorizava conflitos e instabilidade como fatores capazes de impedir o monopólio do poder por uma maioria. Porém, por outro lado, entendia que a excessiva proteção dos direitos das minorias tende a consolidar as divisões. Essas poucas ideias polêmicas, dentre tantas outras, dão bem a importância deste livro, que chega finalmente às mãos do leitor brasileiro na precisa tradução de Vera Ribeiro, tendo passado pela revisão técnica do professor Mário Brockmann Machado, PhD em Ciência Política  pela Universidade de Chicago e  professor titular  da FGV Direito Rio, que também assina a orelha do livro.

 

Robert A. Dahl foi titular da cátedra Sterling de Ciência Política, professor emérito da Universidade Yale e ex-presidente da Associação Norte-americana de Ciência Política. É autor de numerosos livros, alguns lançados no Brasil, como Sobre a Democracia (Ed. UnB); Poliarquia: participação e oposição (Ed. USP); Um Prefácio à Democracia Econômica (Ed. Jorge Zahar); Um Prefácio à Teoria Democrática (Ed. Jorge Zahar); e Análise Política Moderna (Ed. UnB).

 

“Robert A. Dahl (…) é tão cumulado de honrarias quanto pode ser um intelectual. (…) Ele sabe o que diz. E pensa que há algo errado na Constituição.”

— Hendrik Hertzberg, New Yorker

 

A Constituição norte-americana é democrática?

De: Robert A. Dahl

Tradução: Vera Ribeiro

Editora FGV

Páginas: 192

Preço: R$ 34,00

 

 

As reformas políticas

12 de fevereiro de 2016 por toque

 

reformas

Doutora pela Universidade de São Paulo, professora titular de História na UFF e pesquisadora do CNPq e da FAPERJ, Gizlene Neder, escreveu a obra As reformas Políticas dos homens novos (Brasil Império: 1830 – 1889), da Editora RevanO livroenfoca a história das ideias políticas que fundamentaram as propostas de reformas políticas (interna e externa) e judiciárias no Brasil imperial, a partir do círculo dos homens novos.

 

O círculo era composto por políticos do Partido Conservador (José Thomas Nabuco de Araújo, Visconde do Rio Branco e Barão de Penedo). Gizlene dá maior ênfase às práticas reformistas dos dois primeiros, uma vez que a atuação de Penedo ficou mais restrita à área externa da política imperial.

 

O estudo das reformas políticas e da cultura jurídica vem pautado pelas inquietações e impasses oriundos dos estudos sobre o iluminismo penal e os processos de circulação e apropriação cultural nas formações históricas atlânticas.

 

Os homens novos estiveram amplamente comprometidos com a profissionalização, a institucionalização e a modernização do campo jurídico. A rede de sociabilidade política a que pertenciam foi sustentada por laços que passavam pela maçonaria e pela amizade, e atravessou várias décadas da segunda metade do século XIX.

 

A atuação desta rede marcou uma diferenciação em relação à prática política adotada pelas velhas lideranças do Partido Conservador, conhecidas como “carretilhas”. Diante das dificuldades do governo no parlamento articulavam-se projetos isolados de reformas que iam sendo apresentadas e aprovadas aos poucos. Na visão dos homens novos, o procedimento fragilizava a institucionalidade do campo político no país. A alusão às carretilhas sugere o movimento vagaroso de quem dá corda aos poucos e segundo a necessidade.

 

As reformas políticas dos homens novos – Brasil Império: 1830 – 1889

 

Autora: Gizlene Neder

Editora: Revan

Preço: R$ 53,00

Ano de edição: 2016

 

Fotógrafo Fernando Chiriboga lança livro-álbum

27 de janeiro de 2016 por toque
chiriboga
O fotógrafo Fernando Chiriboga lança amanhã o seu mais novo livro-álbum “Terra à Vista – Litoral do Nordeste do Brasil”, no 3º piso do Shopping Midway Mall, das 19h às 22h onde também ficará a exposição* de quadros com fotografias contidas no livro até o final de fevereiro. Durante o lançamento terá distribuição da Revista Foco Poty, da Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto).
Os 3.317 km percorridos pelo fotógrafo Fernando Chiriboga para a composição do seu novo livro “Terra à Vista – Litoral do Nordeste do Brasil” serão conhecidos nesta quinta-feira (28) durante o lançamento no 3º piso do Shopping Midway Mall, das 19h às 22h, onde também ficará a exposição* de quadros com fotografias contidas no livro até o final de fevereiro. O novo livro de Chiriboga conta com o patrocínio Cosern – Grupo Neoenergia, através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e do Ministério da Cultura.
A eternização das paisagens do litoral nordestino é resumida em 272 páginas entre trechos pouco explorados, arquipélagos, arrecifes, ilhas, vilarejos e cidades urbanas, entre elas Natal e municípios. São quase 350 fotografias que compõem o álbum com textos em inglês e português.
Gustavo Farache (84) 9983 0905 / 8899 0905