Consumidores norte-americanos saem perdendo com as tarifas impostas por Trump aos vinhos estrangeiros

6 de abril de 2020 por Elmano Marques

AS TAXAS

Segundo  os dados do último informe do OEMV, as importações de vinho da América do norte e do Canadá cresceram notavelmente no ano de 2020, com 64 milhões de litros, após um aumento de 6% no preço inicial de 6,50 USD / litro. Por países, a Itália se mantém como grande beneficiário, junto com a Nova Zelanda. Por outro lado, a Espanha recupereou-se em 11% no se considerado o período de dezembro a dezembro,. Assim, com os dados da Alfândega dos EUA em janeiro de 2020, não há vislumbres claros de vencedores e perdedores entre os principais fornecedores de vinho para os Estados Unidos, mas verifica-se que os cidadãos dos EUA continuam comprando vinho do exterior, em quantidades que Janeiro estabeleceu um recorde histórico, mas a preços muito mais altos do que nos meses anteriores.
A Itália continua a aparecer como a grande beneficiária desse bom desempenho do mercado, juntamente com a Nova Zelândia e, em menor grau, a Argentina. E, por outro lado, a França aparece como o grande perdedor nos meses de novembro e dezembro de 2019, melhorando ligeiramente suas vendas de vinho empacotado não espumante para os EUA em janeiro, enquanto a Espanha os aumenta significativamente.

Qual a diferença entre espumante “brut nature” (zero dosagem) e espumante “brut”? (2)

5 de abril de 2020 por Elmano Marques

BRUT

A grande maioria dos países produtores de espumantes do mundo adota uma escala dos principais tipos de espumantes conforme a quantidade de açúcar residual que sobra ao final do processo de fermentação, medida em gramas por litro (g/l). Na região de Champagne, por exemplo, a classificação começa pelo tipo de espumante praticamente sem açúcar (brut nature), passa pelo “brut”, dentre outros, e vai até o espumante doce (doux). Mas qual a diferença existente entre espumantes “brut nature” e espumantes “brut”, os mais comuns de serem encontrados no mercado? O “brut nature” ou simplesmente “nature” é o espumante mais seco, com açúcar residual de 3 g/l. Como praticamente não tem açúcar, a sua acidez se destaca muito e realça a qualidade do “vinho base” e das uvas usadas na sua elaboração. Geralmente produzidos com Pinot Noir e Chardonnay, a quase ausência de açúcar lhes confere um perfil de sabor único. O espumante “brut” apresenta concentração de açúcar entre 8,1 e 15 gramas por litro, ainda assim apresente um final bem seco. É bem mais versátil na mesa que o “nature”. É também o espumante seco mais comum nas prateleiras, e o mais recomendado para quem gosta de vinhos menos doces. Em caso de dúvidas em relação a harmonização, sempre escolha um “brut”. Abaixo seguem três das principais classificações de espumantes. Note-se que a classificação brasileira possui 6 tipos apenas e para “brut” difere de Champagne e Cava, com uma quantidade de açúcar mais variável.

Champagne

01 – Brut Nature – máximo de 3 g/l

02 – Extra Brut – máximo de 6 g/l

03 – Brut – máximo de 12 g/l

04 – Extra Dry – de 12 a 17 g/l

05 – Dry – de 17 a 32 g/l

06 – Demi-Sec – de 32 a 50 g/l

07 – Doux – acima de 50 g/l

Cava (Espanha)

01 – Brut Nature – máximo de 3 g/l

02 – Extra Brut – máximo de 6 g/l

03 – Brut – máximo de 12 g/l

04 – Extra Seco – de 12 a 17 g/l

05 – Seco – de 17 a 32 g/l

06 – Semi-Seco – de 32 a 50 g/l

07 – Dulce – acima de 50 g/l

Brasil

01 – Nature – máximo de 3 g/l

02 – Extra Brut – 3,1 a 8 g/l

03 – Brut – 8,1 a 15 g/l

04 – Seco – 15,1 a 20 g/l

05 – Meio-Seco – 20,1 a 60 g/l

06 – Dulce – 60,1 a 80 g/l

Por: Marcos Adair

Qual a diferença entre espumante “brut nature” (zero dosagem) e espumante “brut”? (1)

5 de abril de 2020 por Elmano Marques

BRUT UM

Há alguns séculos atrás, quando o Champanhe foi inventado e conquistou a Europa, as bebidas adocicadas estavam na moda. Era comum acrescentar açúcar ao espumante na segunda fermentação, em garrafa, e a quantidade não era pequena (a produção de vinhos espumantes é um pouco mais elaborada que a dos vinhos tranquilos, pois há a necessidade de promover uma segunda fermentação na garrafa ou no tanque para que surjam as famosas bolhas ou “perlage”). Para se ter uma ideia, algumas casas produtoras chegavam a colocar mais de 200 gramas de açúcar por litro no espumante, o que equivale a uma quantidade de açúcar maior que a de um refrigerante hoje. E fazia muito sucesso, até que os ingleses, o principal mercado consumidor de vinho no século XIX, ficaram entediados com espumante doce e começaram a pedir algo mais seco. A solicitação foi logo aceita e daí surgiu o famoso espumante “brut”, palavra que, em francês, significa “bruto” ou “não refinado”. A partir disso, surgiram outras categorias ou estilos de espumantes com base na quantidade de açúcar por litro utilizada pelo produtor e hoje há mais ou menos um padrão na maioria dos países do mundo.

Por: Marcos Adair

 

Não há tempo para lágrimas

4 de abril de 2020 por Elmano Marques

A LÁGRIMA

Um estudo científico recentemente realizado pela UCLA na Califórnia enterrou definitivamente quatro dos mitos mais difundidos sobre lágrimas de vinho. Há pouco tempo, a idéia de associar a qualidade de um vinho na fase visual às lágrimas que produzia e seu comportamento no copo foi difundida, houve quem dissesse que quanto maior o número de lágrimas, maior a qualidade do vinho, o que se as lágrimas eram grossas, estávamos diante de um bom vinho e que bons vinhos sempre tinham que chorar. No entanto, foi cientificamente comprovado que lágrimas ou pernas têm mais a ver com a física, a tensão superficial do vinho e o teor alcoólico do que com a qualidade percebida.Segundo os especialistas da UCLA, esse fenômeno melancólico do vinho que chamamos de “lágrimas” não tem nada a ver com a qualidade do vinho. As gotas que caem nas paredes do copo após agitar o vinho são causadas por uma onda de choque que interrompe o anel de líquido que adere ao copo. À medida que o álcool evapora no copo, a superfície do líquido é deslocada para as laterais do copo, de modo que os vinhos e licores com maior teor alcoólico tenham lágrimas mais pesadas, em maior quantidade e que desçam mais lentamente através do copo. Esse fenômeno ocorre porque a água no vinho evapora mais rapidamente que o álcool, criando uma diferença na tensão superficial que leva o líquido para cima. No entanto, a definição exata da causa da formação de lágrimas no vinho era um mistério até agora.
Os cientistas responsáveis pelo estudo mostraram que a causa específica desses padrões aquosos: “são choques reversos de baixa compressão, ondas de choque nas quais os líquidos se movem na direção da onda, causados pela combinação de três fenômenos físicos. muito simples: o primeiro, a gravidade, o segundo,o stress (ou efeito) de Marangoni e a terceira, a tensão superficial “

Fonte: Vinetur

Borgonha e Bordeaux temem a chegada de geadas

3 de abril de 2020 por Elmano Marques

 

A GEADA DEF DEF

Preocupações com a geada colocaram as vinícolas de Bordeaux e da Borgonha em alerta, com as temperaturas caindo novamente nesta semana, segundo informa a revista Decanter. Algumas propriedades de Bordeaux acenderam fogueiras em seus vinhedos no final da semana passada, depois que as autoridades alertaram sobre possíveis danos causados pelo gelo. Vinícolas no norte da Borgonha, incluindo as de Chablis, também foram forçadas a tomar precauções em algumas áreas. Os primeiros relatórios sugeriam que não haveria grandes danos até agora, mas os produtores enfrentaram uma espera bem tensa, em meio a previsões de baixas temperaturas nos últimos dias. A geada severa pode danificar a produção em potencial, se os “botões” forem afetados. O rompimento de brotos foi relativamente cedo em algumas partes de Bordeaux, devido a um inverno ameno, e os produtores lembram-se das geadas do final de abril de 2017, em particular, que dificultaram severamente a produção para essa safra em algumas áreas. As autoridades de Bordeaux lembraram aos châteaux que as fogueiras dos vinhedos só devem ser acesas se o risco de geada for “comprovado” e devem ser monitoradas o tempo todo. Os trabalhadores da vinha também devem respeitar as regras de distanciamento social introduzidas para reduzir a propagação do coronavírus ou Covid-19.

Por: Marcos Adair

As marcas de vinho mais admiradas do mundo em 2020

3 de abril de 2020 por Elmano Marques

A LISTA DEF

As marcas que compõem a lista das “Marcas de vinho mais admiradas em 2020” foram escolhidas recentemente pela “Drinks International”, que inclui profissionais de 48 países diferentes, em associação com especialistas em pesquisa de mercado pertencente à prestigiada agência “Wine Intelligence”. A lista das marcas de vinho mais admiradas do mundo agora está comemorando seu 10º aniversário e se tornou um dos lançamentos mais esperados do ano para muitos enólogos. No topo da lista a Catena, da Argentina, seguida pela Penfold’s da Austrália, Torres da Espanha, 19 Crmes, da Austrália  e Concha Y Toro, do Chile. Na sequencia, Antinori, da Itália, Symington, de Portugal, Villa Maria, Nova Zelandia, Vega Sicilia, Espanha e Claude Bay,

Cava, o espumante de alma espanhola

2 de abril de 2020 por Elmano Marques

CAVA DEF

A Cava é um espumante espanhol feito da mesma maneira que o Champanhe é produzido (método tradicional), mas com uvas diferentes. Segundo explica o site Wine Folly, pode ser encontrado nos mesmos estilos dos espumantes de Champanhe (Brut Nature, Extra Brut, Brut, Extra-Seco, Seco, Semi-Seco e Dulce). E pode ser feito com as uvas Macabeu, Parellada, Xarel-lo, podendo incluir Chardonnay, Pinot Noir, Garnacha ou Monastrel. A Macabeu (também chamada Viura na Rioja) é a uva principal desse espumante. Apesar dessa importância, ela possui um gosto muito simples, tem aromas florais fracos e um toque de limão levemente amargo, semelhante a amêndoas verdes. Por outro lado, a Xarel-lo é muito mais aromática, apresentando intensos aromas florais e notas de pera e melão. Por fim, a Parellada tem aromas cítricos e bastante acidez. Juntas elas criam um espumante frutado, equilibrado, menos doce que o Prosecco e muito mais em conta que um Champanhe. A marca ‘Cava’, o seu selo, sua produção e critérios de qualidade, como a maioria dos vinhos espanhóis, são regulados por normas regidas pelo Conselho Regulador da Denominação de Origem, a D.O. Cava (para saber mais, veja-se a matéria “O que significa o símbolo da estrela nas rolhas dos Cavas?”, publicada pelo blog em 28 de dezembro de 2017). A Wine Folly assegura que, se você aprecia espumantes abaixo de 20 dólares, semelhantes aos Champanhes, a Cava é a sua melhor opção.

 Por: Marcos Adair

Izadi Selección 2014

1 de abril de 2020 por Elmano Marques

IZADI DEF

Pais: Espanha

Região: Rioja

Castas: Tempranillo (80%) e Graciano (20%).

No Visual: Cor vermelho rubi intenso, com reflexos violáceos. Lágrimas bem elaboradas,

No Olfativo: Complexidade olfativa marcante, evidenciando notas de especiarias como canela, cravo-da-índia, toques de baunilha e minerais, além de frutas como mirtilos, amoras e cerejas.

No Gustativo:Bom corpo e estrutura.No palato, poderoso e rico em frutos vermelhos, como framboesas e cerejas, taninos maduros que enchem toda a boca. Tem o equilíbrio perfeito entre fruto e madeira e um acabamento persistente e elegante.

Enogastronomia : Paella de carne, ravióli de mussarela de búfala, paleta de carneiro ao forno, tortellini com cogumelos, risoto de brie e magret de pato.

Onde Comprar: Espaço DOC  Preço: R$186,00

Existem Grand Crus nas Américas?

31 de março de 2020 por Elmano Marques

A MARTA

Quando se vê a expressão “Grand Cru”, dificilmente não se pensa imediatamente em vinhos franceses. Foram as regiões de Bordeaux e da Borgonha que consagraram o uso desse termo no mundo do vinho, apesar de cada uma delas ter um significado próprio para ele (a Borgonha classifica o vinhedo como Grand Cru, não o produtor; Bordeaux classifica o produtor como Grand Cru, não o vinhedo). Mas o termo teve origem mesmo na Borgonha. Há séculos atrás, os monges começaram a notar que certos vinhedos tinham características distintas, de alta qualidade e mantinham essa constância todos os anos, então eles demarcavam esses vinhedos e chamavam de “cru”. E nas Américas? Existem vinhedos Grand Cru? A vitivinicultura na América é bastante recente e nenhum país ou região possui um sistema de classificação de vinhedos, conforme informa a revista Adega. Alguns produtores de determinados países, porém, fazem questão de apontar alguns de seus vinhedos especiais nos rótulos do vinhos. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Martha’s Vineyard, da Heitz Cellar, é famoso. Na Argentina, a Catena Zapata exalta seu vinhedo Adrianna e afirma que é hoje o vinhedo mais estudado do mundo. No Chile, cada vez mais os produtores estão apontando “Single Vineyards”. Contudo, é na Argentina onde esse trabalho de reconhecimento de vinhedos e distritos está se desenvolvendo com mais afinco, em especial no Vale de Uco, em Mendoza. Com a ajuda da Malbec e suas diferentes expressões em cada local, os produtores estão demarcando regiões e vinhedos com características únicas. Em breve, talvez surja a classificação de Grand Crus.

Por: Marcos Adair

Os vinhos do Napa Valley mais procurados do mundo

30 de março de 2020 por Elmano Marques

OPUS DEF

Curiosamente, enquanto entre os vinhos mais procurados de Bordeaux e da Borgonha sempre ocorrem algumas surpresas, isso não acontece na lista de vinhos mais procurados do Napa Valley. Pelo menos na lista do Wine-Searcher, o mais conhecido site de procura de vinhos do mundo. A última lista do site foi feita há dois anos e agora novamente apresentada, apenas para mostrar um ponto: os melhores vinhos do Napa não mudam. Há uma divisão praticamente uniforme entre rótulos Cabernet Sauvignon e de corte bordalês e no máximo alguns vinhos mudam apenas de posição, como o Caymus que passou de 4º para 2º lugar, enquanto Harlan e Phelps Insignia trocaram de lugar. E é isso. Houve um pequeno aumento de preço, em média 11 dólares nos varietais de Cabernet Sauvignon e 22 dólares nos blends de Bordeaux. Outra mudança que chama a atenção é que nos últimos dois anos os críticos foram mais generosos nas notas dadas aos vinhos do Napa Valley. Seguem abaixo os 10 vinhos mais procurados do Napa Valley, com preços em dólares (sem impostos):

01 – Opus One – 94 pts – $394

02 – Caymus Vineyards Cabernet Sauvignon – 90 pts – $87

03 – Screaming Eagle Cabernet Sauvignon – 97 pts – $3472

04 – Dominus Estate Christian Moueix – 95 pts – $273

05 – Harlan Estate – 97 pts – $1065

06  – Joseph Phelps Vineyards Insignia – 94 pts – $242

07 – Caymus Vineyards Special Selection Cabernet Sauvignon – 93 pts – $191

08 – Scarecrow Cabernet Sauvignon – 95 pts – $772

09 – Silver Oak Cellars Cabernet Sauvignon – 89 pts – $138

10 – Shafer Vineyards Hillside Select Cabernet Sauvignon – 95 pts – $323

Por: Marcos Adair