Os 10 “best value” em Vinhos do Porto

14 de outubro de 2019 por Elmano Marques

A PORT

Segundo afirma o site wine-searcher.com, os Vinhos do Porto podem não ser as melhores “pechinchas” da série de listas de melhores custo benefício em vinhos pelo mundo, mas certamente são os melhores vinhos de forma geral. Além disso, o site ainda afirma que, enquanto o Madeira e o Jerez (Xeres ou Sherry) não tem uma perspectiva muito boa para o futuro, o Porto se solidifica no mundo dos vinhos fortificados e se mantém saudavelmente. Não são vinhos simples de fazer, o que sempre acrescenta um pouco no valor final (como ocorre com o Champagne), mas dão algo em troca: longevidade. O Porto, especialmente o vintage, pode durar décadas, abrandando lentamente o espectro, passando de vinhos jovens ricos e cheios de frutas para líquidos requintadamente elegantes, equilibrados e centenários. Os exemplares da lista abaixo podem custar um pouco mais do que alguns outros vinhos, mas o nível de qualidade aqui é insuperável. Metade dos vinhos tem pontuação igual ou superior a 95 pontos e apenas um tem 91. Metade dos vinhos vem da inesquecível safra 2011. Segue a lista dos 10 melhores custo benefício em Vinho do Porto, segundo o Wine-Searcher:

01 – 2011 Quinta do Noval Unfiltered Late Bottled Vintage Port – 3.96

02 – 2009 Quinta do Vesúvio Single Quinta Vintage Port – 1.52

03 – 2009 Warre’s Vintage Port – 1.39

04 – 2012 Quinta do Vale Meão Vintage Port – 1.33

05 – 2009 Niepoort Vintage Port – 1.31

06 – 2011 Cockburn’s Vintage Port – 1.25

07 – 2011 W & J Graham’s Vintage Port – 0.96

08 – 2011 Taylor Fladgate Vintage Port – 0.93

09 – 2011 Fonseca Vintage Port – 0.90

10 – 2011 Quinta do Noval Vintage Port – 0.82

Por: Marcos Adair

 

Vinho e Música – Return to Love por Andrea Bocelli e Ellie Goulding

14 de outubro de 2019 por Elmano Marques

A canção Return to Love interpretada por Andrea Bocelli e Ellie Goulding pede para harmonizar um tinto italiano de Bolgheri, um supertoscano, naturalmente.

O essencial sobre o vinho Crémant: 4. Outros Crémants menos conhecidos

14 de outubro de 2019 por Elmano Marques

CREMANTS

Como já foi visto, desde 1970, oito regiões ao todo podem usar o termo “crémant” para seu espumante. Já foram tratadas em posts anteriores as características dos Crémants d’Alsace, Bourgogne, Loire e Limoux. Além desses Crémants já citados, há outros menos conhecidos, mas todos com a assinatura local, ou seja, usando uvas típicas de sua região. O Crémant de Bordeaux é produzido principalmente com a uva Merlot, mas também pode levar no blend as uvas tintas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenére, Malbec e Petit Verdot, além das brancas Sauvignon Blanc, Sémillon e Muscadelle. O Crémant du Jura é produzido com Chardonnay, Pinot Noir, Poulsard, Savagnin, Pinot Gris e Trousseau.  O Crémant de Savoie é feito com as uvas Jacquère, Altesse, Chardonnay, Chasselas, Aligoté. Por fim, o     Crémant de Die é produzido principalmente com Clairette, possivelmente com alguns Muscat Blanc à Petits Grains e Aligoté. A grande variedade de uvas aprovadas pode produzir expressões únicas de Crémant nessas regiões. Às vezes, fortes variações de estilo podem dificultar a identificação de uma identidade regional. Em áreas como Bordeaux, esses vinhos geralmente são ofuscados pelos famosos vinhos tintos, brancos e doces da região. A produção de crémant dessas apelações pode ser mais difícil de encontrar à venda no mercado, mas certamente vale a pena um gole, se tiver a oportunidade de provar. Curiosamente ainda há um crémant que é feito fora da França, o Crémant de Luxembourg. Luxemburgo é o único país além da França onde o termo “crémant” pode ser usado legalmente. Esse espumante é feito de uvas cultivadas no distrito de Moselle sob a DO Moselle Luxembourgeoise. As variedades de uvas comumente usadas no corte incluem Riesling, Pinot Blanc, Rivaner (ou Müller Thurgau), Elbling, Auxerrois, Pinot Noir (apenas para rosés) e Chardonnay.

Por: Marcos Adair

 

Com vinho em lata, vinícolas argentinas partem para combater o mercado de cerveja

14 de outubro de 2019 por Elmano Marques

A LATA

As vinícolas Zuccardi, Bodegas Bianchi, Grupo Peñaflor e Fincas Las Moras lançaram vinhos em lata para combater o mercado crescente de cerveja na Argentina. Serão vinhos já vendidos em garrafa, com menor teor alcoólico que os tradicionais; doce, fácil de beber e servidos gelados, mais propício para o paladar jovem e verão.
Zuccardi e Bianchi planejam vender seus vinhos em latas a partir de novembro, para competir com a cerveja e o ReadyToDrink (RTD) não apenas em bares e durante a exibição noturna, mas também em clubes, piscinas e praias. “Escolhemos a Santa Julia Chenin Dulce Natural para lançar uma lata de 335 centímetros cúbicos (cc) em novembro. No início de 2019, começamos a vender três vinhos enlatados da Santa Julia nos Estados Unidos.
Enquanto isso, Bianchi escolheu a New Age, marca com a qual criou a categoria frizzantes em 1995. “New Age é um vinho doce e gaseificado, com 9º de álcool. E é alta rotatividade, algo importante porque a lata tem prazo de validade. A garrafa, não”, disse Adrián Cura, gerente de marketing da Bodegas Bianchi. “O setor está perdendo litros per capita. É importante procurar outras ocasiões de consumo, nas quais o copo não é aceito, mas a lata sim, como nas praias “, acrescentou. Para ocasiões de consumo e tipo de produto (doce, fresco, com baixo teor de álcool), os vinhos em pode reivindicar combater a cerveja entre os jovens.

Seis vinhos que entram para a história no Guia Peñín 2020 (III)

14 de outubro de 2019 por Elmano Marques

A NIETA

La Nieta 2016, Poder e Elegância a serviço do tempo

É indiscutível que Marcos Eguren de Viñedos e Bodegas Sierra Cantabria é uma das grandes figuras da enologia e viticultura da Espanha. É um produtor de vinho que sempre deu especial importância ao campo, que optou cedo por trabalhar e vinificar as parcelas mais exclusivas e, ao mesmo tempo, conseguiu criar vinhos a preços acessíveis para o público em geral. Ele reúne o melhor dos dois mundos: o produtor de vinho para o público em geral e o produtor de vinho especial e pequenas produções. La Nieta 2016 é um vinho que representa fielmente o estilo do Eguren, um vinho poderoso mas elegante, longe dos cânones de extrema sutileza que hoje dominam as novas elaborações. É um vinho de um lote de 25 hectares em Páganos, Laguardia (Rioja Alavesa) de videiras plantadas em 1975 a 525 metros de altitude, em solos argilosos calcários. Além de um trabalho impecável na vinha, seguindo os preceitos ecológicos e biodinâmicos, a enologia é orientada para permitir que esse vinho aumente sua expressão de terroir enquanto repousa na garrafa. O resultado desta colheita de La Nieta 2016 não poderia ser melhor, pois reúne uma importante carga de frutas acompanhada por uma excelente textura, um tanino sedoso e um final persistente. É um vinho com uma vida longa pela frente para quem sabe evitar a tentação de desarrolhá-lo precocemente.

Freixo Family Collection 2014

14 de outubro de 2019 por Elmano Marques

A FREIXO DEF

Pais: Portugal

Região: Alentejo

Casta: Touriga Nacional (35%), Cabernet Sauvignon (35%), Petit Verdot (25%)

e Alicante Bouschet (5%)

No Visual: Cor vermelho rubi intensa. Límpido. Lágrimas bem elaboradas.

No olfativo: Complexidade aromática expressa em notas de frutas vermelhas maduras, fumo, ervas e muitas especiarias com ligeira tosta, que torna o seu conjunto muito elegante e harmonioso.

No Gustativo:Bom corpo e estrutura. No palato, envolvente, profundo, sedoso, carnudo, tostados envolvendo a fruta, polido e muito sedutor. Os taninos macios e firmes garantem-lhe personalidade e uma longa vida.

Enogastronomia:Ideal para harmonizar com carnes vermelhas, carré de cordeiro,queijos curados

Onde Comprar:Comprado em Portugal / Garrafeira Imperial Preço: 42.00€

Vinho e Música – Moje Proljece por Jelena Rozga

13 de outubro de 2019 por Elmano Marques

A canção Moje Proljece interpretada  por Jelena Rozga, cantora croata, pede para harmonizar um tinto encorpado de Plavac Mali.

Você já ouviu falar em “Cabernet Gernischt”?

13 de outubro de 2019 por Elmano Marques

A CABERNET GERMISCHT DEF

Com a chegada de vários vinhos chineses ao mercado brasileiro, muitos consumidores já devem ter atentado para o fato de que os blends ou varietais tintos chineses são compostos normalmente por Cabernet Sauvignon e também uma uva chamada Cabernet Gernischt. Ao contrário do que se poderia desconfiar, não se trata de uma cepa nova, mas este curiosamente é o nome popular da uva Carmenére em solo chinês. Segundo Jean-Michel Boursiquot, o especialista que redescobriu a Carmenére no Chile, na década de 1990, pode haver mais Carmenére plantada na China do que em qualquer outro lugar do mundo. Segundo ele, existe na China cerca de 15.000 hectares de Carmenére plantada ao longo de todo o seu território, o que representa 50% a mais do que o Chile. A China conta com aproximadamente 120.000 hectares de vinhas destinadas à produção de vinho. De longe, a Cabernet Sauvignon é a mais plantada com 50% da produção. Depois, seguem Carmenére ou Cabernet Gernischt (9,6%), Merlot (8,5%), Syrah (1,8%) e Chardonnay (1,7%). Uma profunda análise de DNA foi feita e foi constatado que a Cabernet Gernischt chinesa e a Carmenére têm exatamente a mesma composição de genes. A palavra Gernischt provavelmente deriva da expressão íidiche (um dialeto alemão) “gemischt”, que significa “misto”. Ou seja, ao contrário do que se pensa, o país da Carmenére não é o Chile, mas a China.

Por: Marcos Adair

Seis vinhos que entram para a história no Guia Peñín 2020 (II)

13 de outubro de 2019 por Elmano Marques

AYMES

Les Manyes 2016, um Priorato atípico e sublime

A chegada de Dominik Huber ao Priorato em 2000, inicialmente na vinícola Mas Martinet e depois em sua vinícola Terroir al Limit, foi um evento muito mais importante do que as pessoas possam imaginar. Este alemão criou sua vinícola em 2001 e, desde então, voltou-se para a produção de vinhos completamente atípicos na região. Enquanto a maioria dos produtores  buscava engarrafar vinhos sublimes e corpulentos, Dominik mergulhou nos vinhos de baixa camada e sutileza de nuances, um passo além do estilo refinado e elegante do L’Ermita de Álvaro Palacios. Seu início na área não foi simples, pois ele levantou suspeitas e apreensões entre os habitantes locais, mas sua determinação em mostrar essa nova interpretação do vinho do Priorato o levou ao longo dos anos a se estabelecer como produtor de culto. Les Manyes 2016 é outra demonstração do que esse enólogo faz há muitos anos. A vinha de Les Manyes, com garnacha com mais de 55 anos de idade, fica a 800 metros acima do nível do mar, no sopé da montanha Montsant, em solo argiloso. É um vinho normalmente chamado  de baixa intervenção, em que a mão do homem tenta invadir o mínimo possível, para que a terra seja expressa em todas suas nuances. Possui os ingredientes naturais desse tipo de vinho: baixas doses de enxofre, leveduras nativas, fermentação espontânea, viticultura orgânica e um exercício de degustação constante durante o processamento para impedir que o vinho seja descarrilado. Apesar de ser feito com 100% de raspa, algo que na maioria das vezes subtrai a expressão de variedade e terroir, o vinho é pletórico. Les Manyes começou a ser elaborado com a safra de 2006 e, ao longo dos anos, o vinho vem modificando levemente seu estilo, ganhando sapidez e expressão até se tornar o que é 2016. O vinho não tem contato com o barril, foi fermentado e produzido em cimento, algo que eles começaram a fazer nos últimos anos. Les Manyes 2016 é um vinho histórico, não apenas por sua riqueza de aromas, entre flores e ervas silvestres, mas também por tudo o que representa: o culminar de um estilo inexplorado em uma área histórica como Priorat e a maneira não intervencionista de abordar esta interpretação do terroir prioratino

 

O essencial sobre o vinho Crémant: 3. Crémant de Limoux e Crémant do Loire

13 de outubro de 2019 por Elmano Marques

CIVC-PLAGE-SIPA PRESS-JP BALTEL Normandie-FRANCE, le 30/05/08

Limoux fica no Languedoc-Roussillon, no sul da França, localizada no sopé mais alto das famosas montanhas dos Pireneus. Essa AOC é especializada em espumantes. O Crémant de Limoux é mais frequentemente feito de uvas brancas Chardonnay e Chenin Blanc. Mauzac e Pinot Noir são cepas usadas apenas como uvas de mistura. Mauzac ou Mauzac Blanc é uma uva branca muito versátil encontrada exclusivamente nessa região de Limoux e Gaillac. Esta região tem uma longa história de produção de vinho espumante. Blanquette Méthode Ancestrale (feito com base em fases da lua) e Blanquette de Limoux são dois outros excelentes espumantes tradicionais feitos predominantemente de Mauzac. O primeiro sofre exclusivamente a finalização da primeira fermentação na própria garrafa, sem nenhuma dosagem permitida ou desagregação das células de levedura gastas. Curiosamente, já foi debatido com muito rigor histórico que Limoux – não Champagne – é que foi a primeira região da França a produzir vinho espumante. Por sua vez, o Crémant do Loire é produzido nas regiões de Anjou-Saumur e Touraine, no exuberante Vale do Loire. O uso predominante de Chenin Blanc confere a esses vinhos de alta qualidade sabores únicos de limão, marmelo, pera, mel e camomila. Embora muitas uvas sejam permitidas na produção de Crémant aqui, a estrela das vinhas centrais do Loire, Sauvignon Blanc, não é. Se você quiser experimentar um Crémant baseado em Sauvignon Blanc, precisará procurar em Bordeaux, a única denominação que permite seu uso no corte do espumante. As principais uvas do Crémant do Loire são: Chenin Blanc, Cabernet Franc e Pinot Noir. Outras uvas que podem ser utilizadas são Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Arbois, Pineau d’Aunis, Grolleau e Grolleau Gris.

Por: Marcos Adair