Os espumantes Pet-Nat (2)

29 de setembro de 2020 por Elmano Marques

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A PET

Os espumantes feitos no método ancestral ou Pét-Nat são engarrafados apenas parcialmente fermentados e as garrafas são vedadas em seguida, sem adição do licor de tiragem. A primeira e única fermentação continua e o CO2 fica retido na garrafa, sem adição também do licor de expedição. Enquanto os espumantes sem “dégorgement” são elaborados por meio do método tradicional: duas fermentações, sendo a segunda na própria garrafa, que é estimulada pela adição do licor de tiragem. O espumante amadurece sobre as borras, porém não é feita a remuagem e nem o “dégorgement” (alguns produtores ensinam como fazer o “dégorgement” em casa, caso o consumidor prefira consumir sem as borras). Nos Pet-Nat, as bolhas são mais suaves e a pressão costuma ser mais baixa, então o momento ideal para avaliar a bebida é logo após a abertura – nos espumantes elaborados pelo método tradicional, é recomendado esperar para que haja uma leve saída de CO2  a fim de ter uma análise aromática e gustativa mais nítida. É evidente que fazer um espumante pelo método ancestral é mais desafiador (é preciso saber o momento ideal de engarrafar para o vinho não ficar com poucas borbulhas ou chegar a explodir). Mas, gustativamente, há uma tendência de se encontrar maior frescor e leveza neles do que nos champanhes comuns. Existem denominações de origem com regras para a produção desse estilo, como por exemplo a AOC Montlouis-sur-Loire (com a uva Chenin Blanc), a AOC Gaillac (com as uvas Mauzac e Mauzac Rose). Para se ter uma ideia, Limoux (no Languedoc) valoriza tanto os espumantes engarrafados parcialmente fermentados que criou uma AOC só para eles: a Limoux Méthode Ancestrale.

Por: Marcos Adair

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