O problema do “smoke taint”

14 de janeiro de 2021 por Elmano Marques

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A SMOKE DEF

Produtores de vinho de países como Estados Unidos e Austrália, dentre outros, praticamente todos os anos, enfrentam grandes desafios decorrentes dos incêndios florestais. Não raro, as queimadas se alastram rapidamente e muitas pessoas precisam abandonar seus lares para se proteger. No caso das vinícolas, os prejuízos podem ser imensos, em particular quando os incêndios reduzem os vinhedos a cinzas e destroem as estruturas físicas de produção. Para os vinhedos que sobrevivem ao fogo, ainda existe um outro perigo conhecido como “smoke taint”, um defeito que pode acrescentar ao vinho aromas e sabores excessivamente defumados, que dão a sensação de “lamber um cinzeiro”, diz a revista Decanter. As uvas, ainda em amadurecimento, ficam expostas à fumaça e desenvolvem compostos químicos que vão dar ao vinho notas desagradáveis de borracha queimada, produtos químicos, fumaça, cinzas queimadas, remédio, além de sabores bem amargos. Para se ter uma ideia do problema, o Australian Wine Research Institute (AWRI) encontrou mais de 50 compostos associados ao odor de fumaça no vinho em um estudo feito no ano de 2019. Os compostos químicos normalmente são liberados durante a fermentação, mas também podem se desenvolver durante o envelhecimento. O desafio dos pesquisadores é encontrar processos técnicos que determinem se as uvas estão contaminadas ou não, possam reduzir ou mesmo impedir essa contaminação.

Por: Marcos Adair

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