Oboé 17, um vinho português que é uma exceção à regra

13 de junho de 2018 por Elmano Marques

Comentários 0

OBOÈ

Produzido pela primeira vez em 2011, a quinta edição do Oboé 17, já nas lojas, tem sido alvo de grande procura. Tal procura é justificada pelo próprio perfil único e diferenciador do vinho que além do mais, chega quase sempre em quantidades muito limitadas ao mercado.Para que este vinho seja feito, é necessário reunir um conjunto de requisitos, muitos dos quais dependem apenas da vontade da natureza. Em primeiro lugar, as condições climáticas, que deve ser quente e seco. Depois, a mestria e ousadia do enólogo, que deve controlar, de forma atenta, cada etapa do processo de produção. Por último, mas não menos importante, as características e a qualidade da própria uva. Os 17 graus de álcool do vinho apenas são conseguidos através da vinificação e fermentação alcoólica das uvas, que no caso do Oboé são provenientes de uma parcela especial de vinha, onde se registram temperaturas muito altas, o que permitem que as uvas atinjam uma elevada concentração de açúcar. As uvas, na grande maioria da variedade Touriga Franca (80%), participando também a Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca sofrem uma longa e lenta fermentação que pode durar entre 28 a 30 dias (contra os 10 dias de um tinto “normal”), com o objetivo de criar uma fermentação lenta e uniforme, e sobretudo capaz de prolongar a vida útil das leveduras. O resultado é um vinho encorpado e volumoso, como seria de esperar pelo teor alcoólico, mas surpreendente pela elegância, equilíbrio e frescura. A cor profunda revela-lhe os aromas intensos a fruta madura, afirmando-se como companhia perfeita para a gastronomia tradicional portuguesa, desde os típicos assados aos cozidos de carnes fortes. Está ainda à altura de queijos mais apurados.

Fonte: Revista de Vinhos

P.S: Há outras safras à venda nas Garrafeiras em Portugal.

Faça um comentário

Comentários e pings estão fechados no momento.

Os comentários estão fechados.