O Dia dos Namorados: sua origem, a data, a celebração e o vinho

12 de junho de 2019 por Elmano Marques

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DIA DOS NAMORADOS

As sociedades ocidentais costumam celebrar  o Dia dos Namorados. Ao contrário de muitos países do mundo ocidental, no Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho (na Colômbia, a celebração é em setembro e na Catalunha, em 23 de abril). Festejada, em maior ou menor grau, das mais diferentes formas, embora haja pequenas variações (dependendo dos distintos lugares, onde se comemore), a forma de fazê-lo se assemelha em todo o mundo. Com base nessas comemorações, surge, como personagem representativo a conhecida figura de “Cupido”. Segundo os historiadores, há milhares de anos, os povos da Europa Central rendiam culto a um deus pagão (de origem remota e ignorada), o qual representava as “forças do Universo”. Quando estes povos passaram a habitar a Grécia no século XV a.C., os primeiros gregos conheceram a este deus que, inicialmente, chamaram o “fruto dos prazeres mundanos”. Com o passar dos anos e a entrada da civilização grega no seu apogeu, essa divindade foi nomeada como “Eros”, o “deus do prazer” (de acordo com a mitologia grega Eros foi fruto dos prazeres de Vênus e um dos seus amantes, Marte).
Os sacerdotes gregos decidiram dar-lhe um aspecto formoso, condizente com a dignidade de um deus, razão pela qual o transformaram em um adolescente desnudo, de rara beleza.  Séculos mais tarde, quando o Império Romano conquistou a Grécia e ocorreu o fenômeno de transculturação(o povo romano invasor absorveu a cultura grega, incluindo suas crenças religiosas), a imagem do deus, adolescente desnudo, Eros foi transformada em outra, ainda mais jovem, mais  feminina, com asas, chamada Cupido.  Os romanos elegeram uma data especial para festejar o novo deus, tomando como referência o dia 14, por situar-se justo na metade do mês da fertilidade pagã, fevereiro.  Passados os séculos de fortuna e glória e iniciada a decadência, o Império Romano sentiu a necessidade de conciliar as crenças pagãs com a fé cristã, para manter o congraçamento do seu povo. E Cupido transformou-se em San Valentin (Valentín era um sacerdote cristão que, no século III, casava em segredo os soldados das legiões romanas, proibidos de contrair matrimônio, sendo, por este motivo, preso e executado por ordem do Imperador Cláudio II, em 14 de fevereiro). Como o vinho, desde sempre, acompanhou as festas greco-romanas, também, no Dia de San Valentin, marca presença e ainda hoje a data é comemorada com vinho.

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