Dez dicas essenciais de Pinot Noir – 2. A Borgonha

12 de agosto de 2019 por Elmano Marques

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PINOT NOIR DEF

Se você pudesse levar um vinho para uma ilha deserta, que vinho levaria? Muitos escolheriam um Borgonha. Não só porque tem aroma extraordinário ou tenha gosto fenomenal. Mas porque evoca duas coisas que a maioria dos vinhos não consegue: emoção e intriga. (Karen McNeil em A Bíblia do Vinho). A Borgonha fica no centro-oeste francês. Foi lá que, no século XII, monges Cistercienses (movimento de reforma dos Beneditinos) chegaram, instalaram-se, começaram a cultivar vinho e delimitaram os mais famosos vinhedos que existem até hoje. Com seu tempo, paciência, método e conhecimento, conseguiram adaptar a uva Pinot Noir ao complexo e recortado “terroir” local. Como a Pinot Noir é uma uva de casca fina, ela age como um papel “mata-borrão” e absorve tudo do “terroir” onde plantada. Por isso, Borgonha é sinônimo da palavra “terroir”. Daí a frase de Lalou Bize-Leroy, a dama do vinho da Borgonha: “É a vinha que comanda. É ela que faz o vinho, não somos nós”. A Borgonha, por causa da perfeita adaptação da Pinot Noir aos vinhedos de suaves colinas e solo granítico calcáreo, é considerada a região do mundo com maior excelência em fazer vinhos. Uvas de outras regiões, como Bordeaux, por exemplo, já  conseguiram identidade própria na Califórnia e competem de igual para igual com os Cru Classés franceses. A Pinot Noir da Borgonha é tão superior, que sequer há esperanças sérias de se criar uma identidade própria dessa uva em outro lugar que rivalize com ela. As tentativas são de tentar apenas imitar o que acontece ali. Não à toa, o vinho mais caro do mundo é um Pinot Noir da Borgonha, o Romanée-Conti.

Por:Marcos Adair

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