Dez dicas essenciais de Pinot Noir – 3. A Borgonha e suas sub-regiões

13 de agosto de 2019 por Elmano Marques

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A BORGONHA DOIS

São 5 subregiões viníferas que podem levar o nome AOC Bourgogne: Chablis, Côte de Nuits, Côte de Beaune, Côte Chalonnaise e Mâconnais. O microclima da AOC Bourgogne é tão particular e especial que foi reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade em julho de 2015. Chablis é a única das 5 que não produz Pinot Noir, só vinho branco de Chardonnay. De cima para baixo, tem-se primeiro a Côte de Nuits, praticamente só faz vinho Pinot Noir, com muita complexidade e intensidade. São incomparavelmente os melhores tintos da Borgonha e é de lá que saem nomes míticos como Romanée-Conti, La Tache, Richebourg e outros. Depois tem-se a Côte de Beaune, que produz 80% de vinhos tintos e 20% de brancos, com muito frescor e elegância, mas não tanta estrutura e grandiosidade quanto Côte de Nuits – seu forte é o vinho branco, alguns dos melhores do mundo como Aloxe-Corton e Puligny-Montrachet. Juntas, as subregiões de Côte de Nuits e Côte de Beaune forma a Côte d’Or. Mais abaixo, a Côte Chalonnaise produz vinhos tintos e brancos, só que mais simples e menos complexos que na Côte d’Or. Também tem outras culturas agrícolas. E mais ao sul, próximo da região de Beaujolais, fica Mâconnais, que produz borgonhas tintos e brancos parecidos com Côte Chalonnaise, mas também inferiores à Côte d’Or. Fica evidente que nessas duas últimas subregiões de menos prestígio os preços são menores. É possível encontrar grandes vinhos, mas, nesse desafio, conhecimento é tudo. Não tem como acertar se não souber quem é o produtor, a seriedade de seu trabalho e as características específicas do “terroir” do vinhedo. Não à toa, a Borgonha é uma região muito complexa de compreender, escolher e acertar no vinho comprado.

Por: Marcos Adair

 

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