O champagne e a taça “flut”: 2. Porque essa taça está ultrapassada

13 de agosto de 2019 por Elmano Marques

Comentários 0

A MELHOR

Hoje está cada vez mais sedimentado que, exceto pelo fato de que são boas para analisar o “perlage” ou qualidade, quantidade e persistência das borbulhas, a taça “flut” tem muitas desvantagens para uma análise degustativa da bebida. Seu bojo apertado e longo não é adequado para a circulação correta dos aromas, não é possível girar a taça corretamente e o que se tem é um vinho com aromas fechados. Quando se coloca na boca, a taça “flut”, por ter uma borda muito estreita, faz com que o líquido siga direto para a ponta da língua, explodindo nela seu gás e seu amargor junto com a doçura. Causa um impacto ruim de peso especialmente para champagnes ou espumantes “nature” ou “brut”, que não tem residual de açúcar suficiente para amainar esse impacto. Em taças mais abertas, como a taça tulipa tradicional para qualquer vinho, a abertura da boca é maior e o gás consegue entrar pelas laterais da boca, tornando a bebida leve e deixando que se sinta a refrescância do gás. A Riedel recomenda para beber champagnes e espumantes a sua taça bojuda para Pinot Noir do novo mundo, da linha Vinum ou Sommelier e o chef de cave da Dom Pérignon, Richard Geoffroy, concorda com isso. São taças que privilegiam os aromas (seu bojo é mais aberto) e não prejudicam a análise do “perlage”, desde que a quantidade servida seja pequena. Também ajudam a manter a temperatura da bebida, se for servido pouco, mantendo-se a garrafa em um balde com gelo.

Por:Marcos Adair

Faça um comentário

Comentários e pings estão fechados no momento.

Os comentários estão fechados.