Dez dicas essenciais de Pinot Noir – 4. A classificação hierárquica dos vinhos da AOC Bourgogne

14 de agosto de 2019 por Elmano Marques

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A CLASSIFICAÇÂO DEF

Na Borgonha, a hierarquia fixada pela legislação é referente aos vinhedos, não aos produtores. Em Bordeaux, por exemplo, a Classificação do Médoc de 1855 elenca 61 grand cru classés. Mas não são vinhedos, são produtores. Significa que um produtor desses, em certos termos, pode comprar um terreno de um produtor não grand cru classé e tal vinhedo passará a ter esse título. Na Borgonha, em 1933, a legislação definiu que os vinhedos (não os produtores), teriam 4 níveis de apelação, do mais simples para o mais importante, que vigoram até hoje: Borgonha Regional ou Genérico (51,7% dos vinhedos), Borgonha Village (36,8% dos vinhedos), Borgonha Premier Cru (10,1% dos vinhedos) e Borgonha Grand Cru (1,4% dos vinhedos). Existem produtores, como o Domaine Drouhin, que possuem terras em  todas essas apelações. Mas a classificação é do terreno. Não há classificação dos produtores. É um critério mais justo que o de Bordeaux, pois, se lá a classificação do Médoc de 1855 foi feita pelo preço do vinho de cada produtor, na Borgonha o que conta é a qualidade do vinhedo. Mesmo assim, em um mesmo vinhedo podem existir vários produtores, mas nem todos atentam para a qualidade. Segundo bem resume Robert Parker, “a Borgonha é um sistema baseado na hierarquia do terroir. É um sistema de castas disfarçado, pois, sem dúvida, faz vinhedos grand crus custarem mais caros que premières crus, premières crus custarem mais caros que vinhos de aldeia (villages) e estes mais caros que vinhos genéricos”.

Por: Marcos Adair

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