Dez dicas essenciais de Pinot Noir – 5. A uva “coluna vertebral” do Champagne

14 de agosto de 2019 por Elmano Marques

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CHAMPAGNE DEF

A Pinot Noir é responsável por fazer alguns dos vinhos tintos mais caros do mundo, principalmente se vierem da Borgonha. Ao contrário de Cabernet Sauvignon, Syrah e outras cepas, é complicada de cultivar e não produz grandes vinhos em qualquer região. Mas, além de ser a única uva tinta presente dos caríssimos vinhos da Borgonha, a Pinot Noir faz parte (única situação relevante em que participa de um blend) da composição do Champagne, o mais famoso e importante espumante que existe. A produção de um espumante, especialmente um Champagne, é considerada uma arte. Cada produtor possui sua fórmula histórica e sua assinatura. Cada uva que compõe o corte oficial (Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay) possui seu papel. Basicamente, a Chardonnay possui função de aportar intensidade aromática cítrica e acidez que possibilite a longevidade do Champagne; a Pinot Meunier (uma mutação da Pinot Noir) auxilia na refrescância e aromas frutados; e, por fim, a Pinot Noir é a coluna vertebral do vinho, dando aromas frutados, mas sendo a principal responsável pela estrutura, corpo e complexidade. É possível fazer Champagne ou espumantes no método tradicional apenas com uma dessas uvas, com duas ou com as três. Mas a fórmula tradicional de cada casa da região de Champagne quase sempre segue as regras desse blend consagrado. É o caso, por exemplo, do prestigiado Dom Pérignon, ou do champagne mais caro do mundo, o lendário “Goût de Diamants”, que custa cerca de 1,8 milhões de dólares (7 milhões de reais).

Por: Marcos Adair

 

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