Harmonização de vinho e comida sem risco: 6. Vinho e saladas, queijos e aperitivos

2 de setembro de 2019 por Elmano Marques

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A SALADA

No geral, saladas, queijos e aperitivos são, por regra, pratos leves e dificilmente terão uma harmonização segura com vinhos tintos de muito tanino e teor alcoólico. O espaço aqui é para usufruir de espumante “nature” ou “brut”, vinhos brancos e rosés. No caso das saladas, três coisas precisam de atenção: algumas folhas tendem a aumentar a sensação de amargor do vinho (alface, rúcula); os vegetais mais carnudos (cenoura, rabanete) pedirão um vinho com mais estrutura; e os molhos a vinagrete tendem a diminuir a sensação de acidez do vinho, o que não é bom na maioria das vezes, porque retira seu frescor. Na dúvida, em geral, o vinho de salada é o Sauvignon Blanc. A harmonização de vinhos e queijos, para não correr riscos, segundo a revista Adega, pode ser facilitada quando reunimos os queijos por grupos: queijos frescos e frescos curados combinam com brancos leves; queijos brancos moles combinam com espumantes; queijos semimoles vão bem com vinhos brancos aromáticos (gewürztraminer, riesling, torrontés) ou até tintos leves; queijos duros pedem vinhos tintos encorpados; e queijos azuis ainda harmonizam com tintos encorpados, mas sua praia mesmo é vinho de sobremesa (Sauternes ou Porto Vintage). Por fim, os aperitivos entram na regra do peso e intensidade: aperitivos de maior peso (bruschetta) pedem vinhos tintos e tanino, aperitivos de menor peso (camarão no alho e óleo) pedem vinhos brancos leves. A grosso modo mesmo, saladas, queijos e aperitivos tendem a ter pouco peso como comida e, para não errar, fuja dos tintos aqui.

 Por: Marcos Adair

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