França: se bebe cada vez menos vinho, mas as oportunidades de consumo se multiplicam

11 de setembro de 2019 por Elmano Marques

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A FRANÇA UM

A comparação entre a França de hoje e a de 1935, quando o consumo de vinho per capita chegou a 160 litros por ano, ou a de 1965, quando, em qualquer caso, um adulto bebia uma média de 105 litros de vinho, pode parecer implacável, mas apesar do colapso vertical do consumo de vinho, continua sendo o terceiro consumidor mundial, com mais de 2 bilhões de litros consumidos pelos 39 milhões de consumidores do país, atrás apenas da Itália e dos Estados Unidos, mas também o terceiro mais atraente de acordo com o Wine Intelligence “Compass Market Attractiveness Model” 2019, que assinou o “France Landscapes” 2019, que revela como, com a redução líquida do consumo, corresponde uma enorme vivacidade, com as ocasiões em que se bebe vinho que se multiplica e o mercado que se torna mais remunerado.
Em essência, a França continua amando sua bebida mais representativa, apesar de uma tendência de queda, devido aos volumes consumidos, que seguem a tendência global ditada pela dinâmica que se conhece bem, pela mudança de estilos de vida, o que acarreta um declínio do consumo de álcool, em linha com a busca por uma saúde cada vez maior, concorrência de outras categorias de álcool, de cerveja a vodka. Dito isto, o vinho ainda faz parte do consumo diário e da cultura francesa, tanto que o envolvimento do consumidor, ou o número de pessoas que consideram o vinho como uma parte importante de seu estilo de vida, até cresceu, de acordo com dados do Wine Inteligência, nos últimos cinco anos. Assim, o vinho é considerado como um produto familiar e amigável, com a maioria dos consumidores franceses associando o vinho a valores como tradição e refinamento, mas também a momentos de recreação e relax, uma vez que  cresce o consumo fora de casa, no bar, em festas etc.

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